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    Combate à Covid

    UFSC pode usar nitrogênio líquido para conservar vacina da Pfizer

    Opção aparece como contraponto à estratégia de usar os ultrafreezers em pontos fora do campus, em Florianópolis

    09/01/2021 - 12h22 - Atualizada em: 09/01/2021 - 12h43

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    Leandro
    Por Leandro Lessa
    Vacina da Pfizer contra a Covid-19
    Vacina da Pfizer precisa ser armazenada em temperaturas abaixo de -70°C
    (Foto: )

    Na próxima terça-feira (12), representantes da Secretaria de Saúde de Florianópolis farão uma visita presencial aos locais onde estão instalados os ultrafreezers no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os equipamentos poderão ser cedidos para armazenar as vacinas contra a Covid-19 que necessitam de baixíssimas temperaturas, quando as doses forem liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estiverem disponíveis para a imunização. 

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    A prefeitura de Florianópolis e a UFSC avançam em um acordo para que a tecnologia seja utilizada no combate ao coronavírus. O prefeito Gean Loureiro já anunciou a intenção de ter um centro de vacinação no terminal de ônibus no centro da Capital, o Ticen, devido à circulação de pessoas da região no local. Porém, a preocupação é com a estrutura que seria necessária para deslocar os ultrafreezers e, depois, mantê-los em funcionamento em um local fora do campus. 

    - Na sala onde temos os ultrafreezers, há 16 aparelhos de ar condicionado funcionando no nível máximo, e (os ultrafreezers) não são equipamentos para ficar abrindo e fechando o tempo todo. Às vezes, eles ficam meses sem serem abertos. No caso de locais externos de vacinação contra a Covid, seria necessária uma estrutura com geradores e uma sala específica bem resfriada, pois os ultrafreezers são muito sensíveis - explicou o professor da UFSC Geison Souza Izídio, presidente do Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb), em entrevista à CBN Diário neste sábado (9). 

    Ouça a entrevista com o professor da UFSC Geison Souza Izídio: 

    Dentro do planejamento, outra opção que está sendo avaliada é manter os freezers no laboratório e utilizar botijões criogênicos para transportar as vacinas, e deixá-las em uma câmara fria nos centros de imunização. O professor garante que a UFSC já ofereceu uma quantidade de nitrogênio líquido, capaz de manter a refrigeração adequada por mais tempo do que caixas térmicas. Porém, como trata-se de um excedente de produção interna, o município pode ter que arcar com os custos adicionais para adquiri-lo. Esses investimentos e outros pontos deverão ser definidos na reunião de terça-feira. 

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    De acordo com a universidade pública, a princípio, cinco ultrafreezers estarão disponíveis para o armazenamento de vacina do projeto conjunto das farmacêuticas Pfizer (EUA) e BioNTech (Alemanha) - essas doses precisam ser mantidas a, pelo menos, -70°C. Trata-se da primeira vacina de RNA produzida em larga escala no mundo, usando parte do material genético do vírus para estimular o corpo humano a desenvolver defesa contra o Sars-Cov-2.

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    São quatro equipamentos de 374 litros e um de 483 litros localizados no Lameb. A UFSC ainda faz a varredura para identificar outros freezers que possam ser usados. 

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