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Vacina cubana no Brasil? Consórcio liderado por prefeito de Florianópolis negocia compra de doses

Grupo pediu informações sobre tempo de entrega e custos ao laboratório e registrou intenção de compra de 4 milhões de unidades

02/06/2021 - 16h57 - Atualizada em: 02/06/2021 - 17h03

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Por Jean Laurindo
Vacina Abdala está na última fase dos estudos clínicos em Cuba
Vacina Abdala está na última fase dos estudos clínicos em Cuba
(Foto: )

A vacina cubana Abdala é o mais novo alvo de interesse do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar). A intenção do grupo é comprar 4 milhões de doses do imunizante para ajudar o país no combate à Covid-19.

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Nesta quarta-feira (2), prefeitos que lideram o consórcio solicitaram oficialmente informações sobre tempo estimado de entrega das doses, custos, condições comerciais e a situação de aprovação da vacina em organismos nacionais e internacionais. As informações foram divulgadas pela assessoria do Conectar.

A vacina Abdala é produzida pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB) e é considerada a que está em fase mais avançada entre os cinco imunizantes cubanos em estudo atualmente.

O consórcio reúne representantes de mais de 2,5 mil cidades do país e é presidido pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM). Em material de divulgação do Conectar, Gean afirmou que o grupo atua em cinco negociações diferentes na busca por vacinas para acelerar a imunização no país.

– A ideia é garantir uma posição estratégica para a compra, assim que disponíveis os imunizantes. Estamos atuando em cinco frentes diplomáticas diferentes, junto aos governos americano, chinês, russo e alemão, além do cubano, com o propósito maior de salvar vidas – afirmou.

Representantes de São Paulo (SP) e Belém (PA), cidades que compõem a diretoria do consórcio, já haviam se reunido com técnicos do laboratório cubano CIGB no dia 20 de maio para definir possíveis acordos comerciais.

Nos últimos meses, o consórcio também mantém negociações para compra de doses da vacina da Sinopharm, desenvolvida na China, e da Sputnik V, da Rússia. Ambas, no entanto, ainda depende de aval da Anvisa para que possam ser adquiridas. No caso da Sputnik V, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve avaliar na sexta-feira a possibilidade de importação de doses do imunizante.

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A vacina cubana

Vacina cubana Abdala está sendo aplicada em parte da população de Cuba desde o início de maio
Vacina cubana Abdala está sendo aplicada em parte da população de Cuba desde o início de maio
(Foto: )

A vacina Abdala é aplicada em esquema de três doses, com intervalo de duas semanas entre cada uma. A fase 1 dos estudos clínicos foi iniciada em dezembro, com 132 voluntários. Em março, os testes chegaram à fase 3, com 48,2 mil voluntários testados, segundo publicação do site do governo cubano.

No início de maio, os desenvolvedores concluíram a aplicação das doses em voluntários e iniciaram a vacinação de grupos específicos da população, como profissionais de saúde e moradores de algumas regiões, segundo a mesma publicação.

Segundo informação da agência Reuters, os testes devem ser concluídos em julho e os primeiros resultados, publicados em agosto. Para possível uso de doses no Brasil, é preciso aprovação da importação do imunizante pela Anvisa.

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