Votação da anistia deve ocorrer após julgamento de Bolsonaro no STF, avalia Centrão

Governo Lula (PT) não tem maioria para controlar os rumos da proposta, de acordo com parlamentares do Centrão

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Presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocará em pauta (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Ainda não há clareza sobre o escopo final da proposta ou sobre quando o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocará em pauta (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

A votação da proposta de anistia na Câmara dos Deputados aguarda a conclusão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). A definição da data e do conteúdo do texto depende dessa expectativa, conforme avaliam integrantes do Centrão ouvidos pela colunista do g1, Andréia Sadi. O bloco é o principal articulador da matéria.

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De acordo com deputados, ainda não há clareza sobre o escopo final da proposta ou sobre quando o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocará em pauta. Parlamentares veem que ele está sendo pressionado e que dificilmente vai escapar de alguma das propostas, como a PEC da blindagem e o texto da anistia, ainda conforme a colunista.

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Líderes do Centrão avaliam que há votos suficientes para a aprovação, que exige maioria simples — ou seja, o mínimo de 257 votos dos 513 deputados. Essa previsão dificultaria a atuação do governo Lula (PT), que não tem maioria para controlar os rumos da proposta. Como se trata de um projeto de lei, emendas e destaques podem modificar o texto final conforme a conveniência do Centrão, de acordo com a jornalista.

A abrangência da anistia, incluindo se beneficiará Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ainda é uma incógnita, segundo apurado entre os parlamentares. A definição do texto só deve ficar clara na véspera da votação.

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Em meio à retomada do julgamento, a ala bolsonarista também deve dar sequência às articulações em favor do projeto de anistia a ser votado no Congresso Nacional. Na semana passada, a proposta ganhou força após o governador de São Paulo e aliado de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrar de cabeça na negociação.

Uma minuta do projeto chegou a ser apresentada por parlamentares do PL, partido de Bolsonaro. O texto previa anistia ampla e irrestrita, como defendido pelo ex-presidente, incluindo perdão a Bolsonaro, ao filho Eduardo Bolsonaro e até a devolução da elegibilidade ao ex-presidente. A tendência, no entanto, é que outras alternativas de texto ainda sejam apresentadas.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contrário à anistia, afirmou que pretende elaborar uma proposta própria, focando mais na redução de penas a condenados pelos atos de 8 de janeiro, mas sem impactar na cúpula da trama golpista.

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