Com os grandes em baixa, o Estadual pode ter outro destino

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Lance entre o zagueiro Alemão, do Avaí, e o atacante Andrew, do Figueirense, no clássico disputado no último dia 26, no Estádio Orlando Scarpelli (Foto: Patrick Floriani, FFC, Divulgação)

O fim de semana marca o término da primeira fase do Campeonato Catarinense. Grandes decepções e boas surpresas. O futebol de Florianópolis chega em baixa, com a dupla muito longe do que deveria tecnicamente. 2022 é um ano do futebol medíocre, especialmente por parte do Avaí. O Figueirense de um começo terrível e incerto deu a volta por cima e pelo menos está classificado às quartas de final. O Avaí briga para não ser rebaixado. Fazia muito tempo que não testemunhava um futebol tão pobre dos representantes da capital.

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A favor do Figueirense na recuperação, as vitórias nos dois clássicos. Incontestáveis e com autoridade. Precisa jogar também contra os demais adversários. No Avaí, a dúvida do torcedor que pediu e pressionou pela saída do técnico Claudinei Oliveira. Hoje, acham que o time joga sem marcação, sem esquema defensivo e vulnerável a tomar gols incríveis. A pensar que tipo de time Santa Catarina terá a representá-la na Série A do Brasileiro. Uma grande preocupação ronda o nosso futebol.

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O Figueirense apostou no técnico Júnior Rocha e acreditou no time. Alguns resultados mexeram com o clima no Scarpelli. Prevaleceu a confiança e o grupo respondeu. Que não se diga que o Avaí precisa mudar totalmente. Reforçar, sim. Mas o grupo tem qualidade. Cabe ao técnico descobrir qual o problema e se existe algo fora de campo minando a turma. Mexer taticamente também é necessário. O time azurra continua sem um terceiro homem de meio de campo, que arme e conduza a equipe. Digamos que tem Bruno Silva e Jean Cléber, mas não tem um Oberdan.

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O Figueirense tem problemas, sim. Foram superados nos dois clássicos. Por ser um jogo especial, as coisas aconteceram, possivelmente mascarando alguns pontos vulneráveis. Vamos reconhecer que o alvinegro deu show nos dois clássicos e nada mais. Laterais, miolo de zaga, volantes e ataque. Em todos os setores há problemas. Chegou-se a pedir, por baixo, sete reforços. As vitórias no clássico fazem esquecer e escondem as fragilidades.

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E ficou a pergunta no ar: será que o Figueirense repetirá o desempenho deste último clássico nos próximos jogos ou terá que pedir aos demais times para usarem a camisa do Avaí, que é mais que uma motivação para o alvinegro?

Os próximos capítulos começam neste sábado.

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2022 é o ano das surpresas no Campeonato Catarinense. Camboriú e Concórdia, classificados na primeira etapa. Barra, Marcílio Dias e Próspera brigando por vaga. Todos com equipes bem arrumadas e buscando um lugar no cenário nacional, ou recuperando posição. No meio disso tudo, o Joinville, dono de 12 títulos estaduais, vive uma via crúcis sem fim. 

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Depois deste sábado, serão definidos os oito clubes que vão brigar pelo título. Será no famoso sistema de eliminação, conhecido popularmente como mata-mata. Um jogo em cada cidade e os quatro primeiros fazem a segunda partida nos respectivos estádios. 

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O sexto grande

É o Brusque? Penso que sim. Mostra-nos este ano um futebol organizado, bem jogado, comando firme do técnico Waguinho Dias e um grupo comprometido. Perdeu Thiago Alagoano e Edu, e mostrou que não jogava apenas em função dos dois. Quando começou o Estadual, Waguinho foi firme na primeira declaração: “Precisamos de um título. São 30 anos do último que conquistamos. Está na hora e vamos brigar muito por isso”.

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A cidade

Brusque tem dois campeonatos estaduais, com o Carlos Renaux, em 1950 e 1953. O Paysandu tem um vice, em 1956, e o Brusque foi campeão em 1992, superando o Avaí na decisão. De lá para cá, muita dificuldade, momentos ruins, a recuperação, discussão com o Carlos Renaux sobre o uso do Estádio Augusto Bauer e a volta por cima. Brusque protagonizou o maior jogo da história do futebol no Estado: Carlos Renaux e Botafogo, em 30 de março de 1958. O time carioca veio com Nilton Santos, Garrincha, Didi, Quarentinha, Pampolini e companhia, com João Saldanha de técnico.

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História

Garrincha chamou Didi e Nilton Santos e gritou: “Pessoal, olha quem joga neste time da fábrica daqui. Aquele careca que joga de gorrinho”. Era Teixeirinha. Fim do 1º tempo: 4 a 1 para o Carlos Renaux. Saldanha não deixou ninguém ir para o vestiário, instruiu o time no campo mesmo. No 2º tempo, em 19 minutos, veio o empate. Placar final: 5 a 5. Histórico. À noite, a CBD divulgou os convocados para a Copa de 1958, na Suécia. Nilton Santos, Didi e Garrincha souberam da convocação em Brusque. Depois o mundo iria conhecê-los.

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Outra tradição

O primeiro título que vi uma equipe conquistar bem de pertinho foi o Hercílio Luz, em 1957. Ao apito final do árbitro, pulei a cerca (sem alambrado) e fui para dentro de campo festejar com jogadores e torcedores que vieram de Tubarão o título no Estádio Adolfo Konder. Vibrei com o goleiro Bateria, de quem era fã, a zaga Rato e Pinto, o meia Betinho (que veio para o Figueirense), Adir, Giovani (que foi para o Grêmio), Valdir Berg (que o Metropol contratou), enfim, abracei um senhor calvo simpático e feliz que depois virou meu amigo, Salim Mussi, o presidente. Que momento. 

Era um guri feliz, porque via um futebol bem jogado e sem esquemas mirabolantes. O Hercílio Luz está de volta. A lamentar as ausências entre nós do próprio Salim, do filho Michel (que também foi presidente) e do Tulio Zumblick. Nomes que precisam ser lembrados.

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Giro Total

> Nesta 1ª fase do Estadual, Oberdan, do Figueirense, foi o melhor. A continuar, será o craque da competição. No Avaí, o goleiro Douglas foi o destaque.

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> O Barra nos apresentou Dudu Silva, um jogador de bom potencial que atua pelo lado esquerdo do campo, com grande desenvoltura. O Camboriú tem Jorge Henrique comandando o time.

> O Hercílio Luz equilibrou o sistema defensivo com Rafael Lima, Dentinho e Tito comandam o ataque. Denner é nome do meio. Zé Vitor é o destaque no Marcílio Dias.

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> No Joinville, Cristhian conseguiu se salvar em meio a um time muito limitado. Diego Jardel comanda o Brusque com qualidade e experiência. E A Chape ainda se vale do futebol de Perotti.

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