Aprovação unânime do ICMS na Alesc “acusa o golpe” na guerra de narrativas das redes sociais

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Sessão de votação do ICMS marcou a volta do microfone compartilhado (Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL)

“Verdades e sapatadas”, como definiu uma fonte, marcaram a votação em dois turnos do projeto que tratou sobre alíquotas de ICMS na Alesc, nesta terça-feira (3). Havia certa dose de razão em cada lado da disputa, e disposição para o embate. Não por acaso, foram duas horas de discussão – pinceladas com troca de acusações.

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A volta do microfone compartilhado no centro do plenário, depois de dois anos de pandemia em que a Alesc distribuiu microfones individuais em cada mesa, incentivou o debate. O quórum também. Foi a sessão mais frequentada do ano até agora, com 39 dos 40 deputados presentes – a única ausência foi de João Amin (PP), que está licenciado em viagem. Por fim, a proporção que o assunto ganhou nas redes sociais, especialmente depois do episódio da judicialização do pedido de vista do deputado Bruno Souza (Novo) na Comissão de Finanças, estimulou as falas.

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De fato, há pontas que ficaram soltas no projeto enviado pelo governo e algumas questões mereciam uma discussão mais aprofundada, para além da dicotomia entre imposto do leite versus imposto das bebidas alcoólicas, que dominou o debate. É o caso do crédito presumido de 4% para a indústria que compra do produtor de leite catarinense, medida considerada importante pelo setor para estimular a produção local e que deixará de valer. O assunto estava contemplado em uma emenda do deputado Milton Hobus (PSD), que foi incluída como destaque na votação pelo deputado Bruno Souza – mas não vingou.

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Ao fim e ao cabo, a aprovação por unanimidade (mesmo por quem acusava o projeto de aumentar impostos) mostrou que, no ringue das redes sociais, o que vale é falar mais alto. Na “vida real”, no entanto, é necessário lapidar os argumentos. Coube ao deputado Fernando Krelling (MDB) dizer o óbvio ululante: “Algum deputado votaria em aumento de imposto em ano eleitoral?”.

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