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Aliado de Bolsonaro, João Rodrigues diz que fechar STF é "maluquice" e admite risco de impeachment

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Por Dagmara Spautz
09/09/2021 - 17h00
Presidente Jair Bolsonaro com o prefeito João Rodrigues
Presidente Jair Bolsonaro com o prefeito João Rodrigues (Foto: Divulgação)

Um áudio em que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), fala do bloqueio dos caminhoneiros e do risco de impeachment para o presidente Jair Bolsonaro viralizou nesta quinta-feira (9). O prefeito, que é próximo ao presidente da República, diz que tem militante bolsonarista se sentindo “herói nacional”, fala que fechar o STF é uma “bobagem, maluquice”, e aponta para o risco de "perder o controle" da situação. 

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“Se o presidente não assumir isso publicamente e pedir para pacificar, nós vamos ter um problema grave. Acho que vamos rumar para o impeachment do presidente. Eu sou um defensor dele, acredito nele, sou um simpatizante, mas a preocupação que se tem agora é estabelecer equilíbrio, até porque a economia não suporta em hipótese alguma rompimento com quem quer que seja. Só que agora (a manifestação) está no andar de baixo, daqui a pouco se perde o controle da tropa”.

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João Rodrigues falou à coluna sobre o áudio (aqui publicado com autorização do prefeito). Segundo ele, a fala vazou de um grupo de empresários do qual faz parte. O prefeito também enviou um vídeo à coluna, reproduzido abaixo, em que comentou a repercussão do áudio e reiterou seu apoio ao governo. Em entrevista, João Rodrigues reiterou as críticas ao movimento dos caminhoneiros e se mostrou preocupado com o controle da situação e os reflexos políticos.

O senhor ficou surpreso que esse áudio tenha vazado?

Isso foi postado em um grupo de empresários de todo o Brasil, e é para circular mesmo. Essas iniciativas independentes, de fechar tudo, quebrar tudo, isso não funciona. Minha posição é completamente diferente. É de apoio ao governo, é de apoio ao presidente, até aí. A partir daí, as iniciativas independentes começam a prejudicar o país. 

O senhor acha que o presidente perdeu o controle dessa situação?

Eu acredito que não, agora pela manhã o presidente fez um apelo aos caminhoneiros, aos líderes, para suspender essas paralisações em razão de que o prejuízo é para a economia. Agora, se demorar muito, perde o controle. Pela manhã já vi o presidente se manifestando sobre isso, pelo que ouvi ele fazendo esse apelo, é bem provável que essas manifestações e esses bloqueios sejam suspensos talvez hoje ou amanhã. Vamos aguardar. Estou torcendo que não (perca).

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O senhor chegou a conversar com o presidente? Chegou a dar algum conselho para ele?

Não, nem foi necessário. Tive contato com o ministro Tarcisio (Gomes de Freitas), trocamos uma ideia sobre o momento que estamos vivendo, e a unanimidade é de todos, do próprio presidente também. Ele não está incentivando isso, não está apoiando isso. Todo mundo concorda que não é hora de fazer nenhum tipo de retaliação e muito menos fechar rodovias, portos. Há unanimidade, não há ninguém na esfera governamental, das pessoas equilibradas, digamos assim (em apoio). O que há são ações independentes de algum deputado meio fora da casinha, que faz esses vídeos desequilibrados, e aí outros voluntariamente acham que vão ajudar e começam a causar um transtorno para a economia do país. 

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Politicamente, o senhor diz no áudio que isso pode levar o presidente a impeachment. É isso mesmo o que senhor pensa?

Não há motivo para impeachment, o impeachment só existe quando há clamor popular, e isso não existe. Agora, se você parar o país, começar a criar desabastecimento, explode inflação, gera desemprego, vira um caos, automaticamente você perde apoio popular e isso pode redundar no impeachment de um presidente, o caminho pode ser esse. 

O que o senhor diria para o presidente, conseguindo reverter esses bloqueios?

Temos que apagar fogo com água, não com gasolina. O momento é de equilíbrio, do presidente continuar governando, mas é hora de reconstruir pontes e é hora de diálogo. A gente já viu que se espichar a corda demais ela pode arrebentar e depois não tem mais conserto. É hora de reconstruir as pontes, é o melhor caminho para o país e o melhor caminho para o presidente. Ninguém quer rompimento. A maioria do povo brasileiro não quer rompimento com as instituições, fechamento abrupto, AI-5, ninguém quer. O melhor caminho é o diálogo agora.

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