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Opinião

Escândalo das vacinas mostra que corrupção é doença crônica

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Por Dagmara Spautz
05/07/2021 - 07h55
Corrupção no Brasil pode ter chegado à compra das vacinas
Corrupção no Brasil pode ter chegado à compra das vacinas (Foto: Mohamed Hassan por Pixabay)

A CPI da Covid tem indicado ao Brasil que não foi apenas com negacionismo e omissão que chegamos a mais de meio milhão de mortos na pandemia. Mas também graças a um conhecido “esporte nacional”: a corrupção.​

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Se as denúncias que surgiram até agora forem provadas, estaremos, mais uma vez, diante de um escândalo envolvendo dinheiro público na Saúde. Um roteiro que o Brasil já acompanhou anteriormente – da Máfia dos Vampiros à Máfia das Ambulâncias.

A diferença é que, desta vez, os efeitos da corrupção podem ser mais facilmente contabilizados em vidas perdidas.

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Há muito a ser esclarecido. O Ministério da Saúde precisa explicar, por exemplo, de onde saíram, e por que surgiram, tantos intermediários na venda de vacinas que, ao que se sabe, são negociadas diretamente pelos laboratórios. Ou por que razão negociou doses com valores elevados de alguns laboratórios, quando recusou as primeiras ofertas, da vacina da Pfizer, questionando o preço.

Também tem que apontar quem sabia dos esquemas, quem seria beneficiado por eles, e punir os responsáveis. Graças à CPI da Covid, tão rechaçada pelo governo, o Brasil poderá entender enfim por que ocorreram tantos entraves na compra de imunizantes. Ao que parece, não se trata apenas de negligência.

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Pior ainda que o escândalo tenha incluído um suposto pedido de um dólar em propina, para cada dose de vacina comprada. É como se os supostos corruptos houvessem colocado um preço na vida de cada brasileiro.

Para o governo, as suspeitas são nefastas porque implodem a narrativa anticorrupção e têm potencial para ampliar o desgaste público. Para cada família enlutada, ficará a inevitável pergunta: quantos teriam se salvado se a vacina tivesse chegado a tempo?

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Três caminhos

As três opções do PSD para a disputa pelo Governo do Estado em 2022 indicam caminhos bem diferentes. O ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, já foi apontado como grande aposta do partido e pode encarnar o desejo do eleitor por um nome novo. Por outro lado, o ex-governador Raimundo Colombo, candidatíssimo, atende à tendência do eleitorado de repetir fórmulas conhecidas – algo que despontou nas eleições municipais e pode seguir forte para o ano que vem. Já o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, vem na garupa de Bolsonaro.

Cabo eleitoral

O alinhamento dos deputados ao governo Moisés pode inviabilizar as opções dos partidos na composição de chapas para o ano que vem. Enquanto não define a própria situação partidária, o governador tem prometido apoios importantes a parlamentares de outras legendas que miram no Congresso Nacional para 2022. Com isso, Moisés atrapalha as definições internas dos partidos que pretendem tirar dele a reeleição. O fato é que, com dinheiro em caixa, o governador que veio da antipolítica se tornou um bom cabo eleitoral.

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Energia

A Alesc termina em agosto a instalação de sistema próprio de geração de energia. São 636 módulos fotovoltaicos, instalados no telhado. A estimativa da Quantum Engenharia, empresa contratada para o projeto, é que a tecnologia reduza em 20% a quantidade de energia consumida pelo Legislativo. Em “pegada ambiental”, a produção de energia equivale 174 toneladas a menos de emissão de gás carbônico no período de um ano.

Discussão da PEC na Alesc
Discussão da PEC na Alesc
(Foto: )

PEC da Reeleição?

A PEC que abre as torneiras do Estado para os repasses fundo a fundo para os municípios, aprovada pela Alesc, é prova de que o governador Carlos Moisés (PSL) está de olho na reeleição. A flexibilização das transferências de recursos abre espaço para que o governo promova uma onda de benesses para atender aos pedidos dos prefeitos.

CURTAS

- A falta de cilindros de oxigênio no mercado fez o Estado oferecer ajuda aos municípios para instalação de rede de gás por tubulação. A maioria dos hospitais já funciona assim, mas SC quer estender o sistema para unidades menores, como as UPAs.

- A Latam transportou esta semana para SC quase 40 mil absorventes que serão distribuídos em programa de combate à pobreza menstrual. A empresa aérea firmou parceria com a P&G e a Cruz Vermelha para distribuir quase meio milhão de absorventes pelo país.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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