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Pandemia

Gestores podem ser responsabilizados por morte na fila de espera por UTI

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Por Dagmara Spautz
01/03/2021 - 15h37
Pelo menos sete pessoas morreram na fila de espera por leito de UTI
Pelo menos sete pessoas morreram na fila de espera por leito de UTI (Foto: Patrick Rodrigues)

As mortes na fila de espera por um leito de UTI estão na mira do Ministério Público em Santa Catarina. O Estado já soma, nesta segunda-feira (1º), sete óbitos de pacientes que aguardavam abertura de vagas de terapia intensiva. De acordo com o último relatório da Secretaria de Estado da Saúde, no domingo (28) eram 222 pessoas na fila de espera.

Os gestores públicos podem ser responsabilizados pelo MP na Justiça, caso fique provado que não agiram para conter o colapso na saúde.

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- Compreendemos a dificuldade da certeza das melhores decisões, 100% eficientes, em um momento de crise. Mas essas pessoas estão morrendo, e as causas, na perspectiva da falência da politica, têm que ser apuradas – diz o procurador-Geral de Justiça, Fernando Comin.

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O assunto deve vir à tona na reunião agendada para o fim da tarde, pelo governador Carlos Moisés (PSL), para discutir com os órgãos de controle a recomendação de um lockdown de 14 dias. A possibilidade de medidas mais restritivas vem causando reclamações e posicionamentos contrários do setor econômico. No sábado (27), o Governo de Santa Catarina divulgou resposta à recomendação, registrando que não acataria a sugestão dos órgãos de controle.

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O procurador alega que a recomendação foi respaldada em depoimentos de epidemiologistas da própria Secretaria de Estado da Saúde - e indicou que o Ministério Público, embora compreenda a pressão das organizações empresariais, entende que a defesa da saúde se sobrepõe neste momento, deve insistir na adoção de medidas mais restritivas para conter a pandemia.

- Temos que ter cuidado com a polarização, com a afirmação de que lockdown é estagnação da economia. No ano passado o desempenho do Estado foi de R$ 1,8 bilhão (de superávit). Em janeiro, a arrecadação foi de mais de R$ 3 bilhões. Não estou dizendo que a economia não vai sofrer, mas temos que ponderar o que é mais importante neste momento para o catarinense.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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