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INQUÉRITO DAS FAKE NEWS

Hang pede R$ 250 mil de indenização a deputado gaúcho por ‘induzir’ STF a investigá-lo

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Por Dagmara Spautz
09/08/2020 - 08h34 - Atualizada em: 09/08/2020 - 08h40
Luciano Hang é investigado no inquérito das fake news
Luciano Hang é investigado no inquérito das fake news (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo NSC)

O empresário Luciano Hang processou o deputado federal gaúcho Nereu Crispim (PSL-RS), e pede indenização de R$ 250 mil na Justiça. A defesa de Hang afirma que o parlamentar “induziu a erro o Supremo Tribunal Federal” e que as informações repassadas por ele levaram ao mandado de busca e apreensão em endereços do catarinense, em Brusque e Balneário Camboriú, cumpridos em maio por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

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Na ação, movida pelo escritório Leal & Varasquim, os advogados de Luciano Hang dizem que o parlamentar agiu por “vingança”, em resposta a uma publicação do empresário nas redes sociais. O documento afirma que o deputado Nereu Crispim teria se incomodado com um post de Hang que criticou o baixo quórum no Congresso Nacional após o período de recesso. E que, por isso, procurou o STF para um depoimento espontâneo no inquérito das fake news, em que Hang é investigado.

“(Crispim) Alega que Luciano seria uma figura de destaque na propagação de fake news. Porém, não indica sequer os elementos que permitiram tirar essa conclusão, apenas lançando o seu nome dentre outros acusados. Na verdade, a denúncia é falsa e, como se viu, o Réu apenas a formulou com o escopo de vingar-se de Luciano por uma crítica publicada pouco antes do depoimento”, afirmam os advogados do empresário.

No processo, eles alegam ainda que as afirmações do deputado foram a razão para a inclusão de Hang entre os nomes investigados no inquérito, movido pelo STF, que tem como alvo alguns nomes influentes do bolsonarismo. “Ocorre que essa acusação leviana foi elemento decisivo para inclusão do autor no inquérito das Fake News, que por sua vez desencadearam várias medidas invasivas”, diz a ação.

O inquérito resultou na apreensão do celular e do computador de uso pessoal de Hang, quebra dos sigilos bancário e fiscal. Recentemente, também o bloqueio das redes sociais. A defesa do catarinense solicita ao STF compartilhamento do trecho do inquérito das fake news que estaria embasado no depoimento do deputado.

Vídeo

Além de indenização por danos morais, a defesa do empresário também pede que seja retirado do ar um vídeo publicado no Facebook por Nereu Crispim. O deputado gaúcho acusou Hang de demonizar a política e o chamou de “babaca” e “mentiroso” na publicação.

Nereu Crispim ainda não falou sobre o processo movido por Hang nas redes sociais. Pocurado pela coluna, ele ainda não retornou. Assim que se manifestar, seu posicionamento será incluído nesta publicação.

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