Um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal de Florianópolis institui oficialmente a Rota da Memória e Verdade, um roteiro que passa por 14 pontos que ajudam a contar a história da ditadura militar na Capital e em Santa Catarina. A proposta é da vereadora Carla Ayres (PT), e inclui locais de torturas, interrogatórios, prisões e repressões ilegais, assassinatos, e manifestações públicas de resistência.

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O texto prevê a instalação de placas com informações sobre o que ocorreu em cada um dos espaços, que incluem locais como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Escola de Aprendizes Marinheiros, o Batalhão da Polícia Militar e o Largo São João Paulo II.

Na justificativa do projeto, a vereadora diz que a rota é um resgate histórico da luta de catarinenses pela democracia. “38 anos após o fim da ditadura militar, poucas pessoas reconhecem os pontos de memória do período da ditadura militar nas ruas da nossa cidade. Por isso, precisamos resgatar essa história, pois ela é fundamental na construção de nossa identidade e dos nossos valores democráticos”, afirma.

A proposta teve a colaboração do Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH) e do Coletivo Memória, Verdade, Justiça Derlei De Luca. Segundo dados do Relatório Final da Comissão Estadual da Verdade Stuart Wright, SC teve 697 presos políticos durante a ditadura militar.

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Veja alguns dos pontos que integram o roteiro:

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