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Análise

Santa Catarina passou de exemplo para vergonha nacional no combate ao coronavírus

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Por Dagmara Spautz
04/01/2021 - 08h45 - Atualizada em: 04/01/2021 - 20h07
Aglomerações ocorrem diariamente nas praias em SC
Aglomerações ocorrem diariamente nas praias em SC (Foto: Diorgenes Pandini)

As imagens de praias e festas lotadas nos últimos dias contrastam com o destaque que Santa Catarina já teve no Brasil, no enfrentamento à pandemia. Com quase meio milhão de infectados, o Estado, que está em terceiro lugar em número de casos de Covid-19 no país, passou de exemplo para vergonha nacional.

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Ao longo das últimas semanas, SC ganhou espaço na imprensa nacional pelo crescimento acentuado no número de casos e de óbitos por Covid-19, e por ter liberado atividades enquanto outros estados fizeram o movimento inverso. O recado que ficou foi o de ‘liberou geral’, a poucos dias do início da alta temporada de verão. Deu no que deu.

O vaivém das regras estaduais, aliado à omissão na fiscalização, gestaram uma situação de descontrole em relação às normas sanitárias que, se os infectologistas estiverem corretos – e as evidências indicam que estão – irá cobrar um preço alto nos próximos dias.

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Primeiro estado a impor regras restritivas, em março, Santa Catarina é hoje campeã de denúncias ao perfil no Instagram que escancara a insanidade das festas no Brasil. Baladas funcionam sem nenhum pudor, burlando o regramento com alvarás de restaurantes - tão abertamente, que demandam um esforço das autoridades em fazer vistas grossas. Nas praias, a ocupação da faixa de areia só não é maior do que a dos leitos de UTI.

Faltam informações concretas sobre o que foi fiscalizado ao longo dos últimos dias, e qual o resultado efetivo dessas fiscalizações. Não há punição para quem descumpre as regras e confronta as autoridades – ou, se existe, ela também é ignorada. Isso estimula os excessos e prejudica quem cumpre as normas.

A situação surpreende não apenas os catarinenses, mas também turistas de outros estados, que se dizem perplexos com o nível de descaso e com a falta de cuidados mínimos, como o uso de máscaras. Além do alto risco de saúde pública, isso não fará bem para a imagem do Estado e terá reflexos econômicos no turismo.

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A falta de compromisso do governo e das prefeituras em proporcionar um verão com o mínimo de segurança e saúde se traduzem em omissão e negligência. Se colocam sob o risco de serem enquadrados em uma postura que, na lei brasileira, tem nome e sobrenome: improbidade administrativa.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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