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SC relata ao Ministério da Saúde que recebeu caixa com vacinas infantis soltas no gelo seco

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Por Dagmara Spautz
17/01/2022 - 07h40 - Atualizada em: 18/01/2022 - 17h47
Apenas uma caixa tinha má condição de armazenamento
Apenas uma caixa tinha má condição de armazenamento (Foto: Reprodução, Arquivo Pessoal)

A confusão com o horário de chegada das doses não foi o único problema com a logística de entrega das vacinas infantis em Santa Catarina na última sexta-feira (15). Uma das caixas recebidas pelo Estado tinha embalagens de vacina em contato direto com gelo seco, em desacordo com as regras estabelecidas pelo próprio Ministério da Saúde para esse tipo de transporte.

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Uma foto feita no momento da entrega, que foi divulgada no fim de semana pelo jornal Folha de S. Paulo, mostra as condições em que essas doses chegaram ao Estado. O problema ocorreu em apenas uma das caixas, e levou a Secretaria de Estado da Saúde a analisar as condições das vacinas. Como a temperatura estava mantida, nenhuma dose se perdeu. Mesmo assim, o Estado comunicou ao Ministério da Saúde sobre a desconformidade de transporte e sobre o desencontro de informações na chegada das doses.

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A Secretaria de Estado da Saúde soube que as vacinas não estavam no voo previsto quando o avião já estava em procedimento de pouso, às 8h40min. Um ofício do Ministério da Saúde informou que o horário havia sido alterado para 14h - mas o carregamento chegou antes, por volta de meio-dia, quando não havia nenhum responsável para receber as doses. ​

Além de Santa Catarina, os estados do Paraná, Pernambuco e Paraíba também registraram problemas semelhantes, com atrasos e confusão na logística de entrega.

O transporte das vacinas infantis é feito pela empresa IBL, que foi contratada em dezembro pelo Ministério da Saúde, com dispensa de licitação, por R$ 62 milhões para um período de 12 meses. Segundo apuração da Folha de S. Paulo, a IBL não tem experiência em transporte de vacinas.

A empresa faz somente o transporte das doses pediátricas. O restante é feito pela VTC Log, que foi indiciada pela CPI da Covid, no Senado.

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