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Câmara de Criciúma aprova moção de apoio ao voto auditável

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Por Denis Luciano
04/08/2021 - 08h24
15 dos 17 vereadores demonstraram apoio ao voto auditável
15 dos 17 vereadores demonstraram apoio ao voto auditável (Foto: Luan Ghisi / Câmara de Criciúma)

Na próxima semana, uma comissão de vereadores de Criciúma estará em Brasília para cumprir agendas em ministérios e, entre uma visita e outra, pretendem se encontrar com o deputado Filipe Barros (PSL-PR). Ele é o relator da proposta do voto auditável. 

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- Vamos entregar em mãos a nossa moção de apoio a esse projeto - anuncia o vereador Júlio Kaminski (PSL), que estará acompanhado dos colegas Pastor Jair Alexandre (PL) e Manoel Rozeng (DEM).

A moção entrou na pauta da Câmara na sessão desta terça-feira (3) e foi aprovada por 15 votos a 1. - Hoje as urnas não são auditáveis, está nas mãos somente do presidente do TSE que tem a chave do cofre para abrir - disparou o vereador Jair, um dos autores da moção. - Todos nós brigamos por transparência, e o voto impresso será uma ferramenta para isso - argumentou.

Ele lembrou o formato defendido pelos apoiadores da proposta. - Não é aquela cédula antiga, o voto continua eletrônico. Haverá uma urna conectada e a pessoa vê o voto e o recibo vai para essa urna - resumiu Jair. 

Para o vereador Jair, "presidente do TSE tem a chave do cofre"
Para o vereador Jair, "presidente do TSE tem a chave do cofre"
(Foto: )

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Caso de ex-deputado do Sul é lembrado

Em 2014, o ex-deputado Dóia Guglielmi (PSDB) perdeu cadeira na Alesc para Vicente Caropreso (PSDB) por 37 votos. Ele terminou a eleição como primeiro suplente da bancada com 41.052 votos. Ocorre que 287 votos da urna 458 de Içara, cidade de Dóia e vizinha a Criciúma, foram perdidos por um problema técnico na urna eletrônica.

Houve perícias posteriores, recursos à Justiça Eleitoral mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sem conseguir acessar os resultados, considerou apenas os 44 votos colhidos em cédulas de papel depois das 15h (horário do problema na urna).

- Se tivesse voto auditável na época, o Dóia seria deputado, pois essa urna era em reduto dele - lembrou o vereador Jair Alexandre. - Esse tipo de injustiça, o voto auditável traz solução - completou. - Qual a razão da resistência à transparência? Ninguém vai levar voto para casa, vai ficar armazenado - emendou o vereador Kaminski.

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"Voto impresso é corrupção eleitoral"

O vereador Zairo Casagrande justificou a posição do seu partido, o PDT, em relação à polêmica. - Para mim, voto impresso é corrupção eleitoral. Mas o PDT defende o voto impresso dentro da urna, voto que possa ser confrontado no momento que você vota - observou.

Ele criticou a onda atual de corrupção no Brasil e disse que essa discussão sobre o voto vem em hora errada. - No país em que eu estou, a pauta é a pandemia, a pauta são os 40 milhões de famintos - pontuou. - Nós não exercemos o cinismo de pedir transparência mas defender 100 anos de silêncio sobre bandalheiras. Essa proposta que está no Congresso não será aplicada por excesso de cinismo - reforçou.

O único voto contrário à moção, porém, não foi do vereador do PDT, mas sim da vereadora Giovana Mondardo (PCdoB). - O TSE garante que, além de auditável, a urna permite a recontagem pelos boletins de urna - justificou ela. - O PDT votou três vezes a favor do voto auditável, por coerência temos que ser favoráveis, mas nos diferenciamos dos que estabelecem o cinismo como norma - arrematou Casagrande.

Vereador Zairo criticou modelo mas votou a favor da moção
Vereador Zairo criticou modelo mas votou a favor da moção
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Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

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