A potência da economia catarinense até o Oeste do estado necessita de uma rodovia triplicada, concedida ao setor privado. Mas, na prática, tem apenas a BR-282, uma estrada federal de pista simples, repleta de buracos, áreas com acúmulo de água em dias de chuvas e sem faixas adicionais para facilitar ultrapassagens. Quem passou pela rodovia neste final de semana chuvoso ficou convencido de que ela necessita de solução ‘para ontem’. A rodovia está recebendo obras de manutenção, mas num ritmo lento.
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Uma estrada assim é um péssimo cartão de visitas para o turismo, que teve o lançamento da Estação Inverno 2025 lançada em Lages no sábado à tarde. Questionado sobre o problema, o governador Jorginho Mello, que participou do evento na cidade serrana, reafirmou a solicitação que fez ao governo federal para o estado assumir a rodovia.
– Eu solicitei ao governo federal para que transfira essa rodovia para o estado. Eles podem dar o dinheiro de manutenção que nós resolveremos os gargalos, faremos terceiras faixas. Assim, o projeto para conceder a rodovia à iniciativa privada pode ser finalizado e aí ela pode ser duplicada. Se não, nunca será duplicada. A BR-282 não é prioridade para o governo federal, mas para nós é prioridade – destacou Jorginho Mello.
A BR-282 é a principal ligação rodoviária do litoral de SC até o Extremo-Oeste, divisa com a Argentina, com 681 quilômetros. Por ela passam boa parte das cargas de proteína animal, madeiras e derivados, outros alimentos e produtos do Oeste de SC para mercados do estado, do país e do exterior.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou em meados de fevereiro uma ordem de serviços para manutenção da rodovia entre Alfredo Wagner e Lages, justamente nesse trecho que é um dos mais críticos. O investimento será de R$ 74,7 milhões para trecho de 110 quilômetros. Só que as obras estão em ritmo lento diante dos problemas da rodovia.
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No começo deste ano, o DNIT também assinou ordem de serviços para um estudo e projeto de engenharia para duplicação da 282 entre Chapecó e São Miguel do Oeste. Seria o lote 12 da duplicação com 117,8 quilômetros.
Em 2021, a Federação das Indústrias de SC (Fiesc) fez um estudo para recuperar as partes mais críticas da rodovia entre Florianópolis até Lages, que foi denominado projeto BR-282 + Segura e Eficiente. Isso seria alcançado com investimentos de R$ 193 milhões.
O governo federal deveria transferir mesmo para o estado ou acelerar os investimentos e apressar a concessão à iniciativa privada. Isso porque o país não tem recursos para investir em rodovias e onde foi implantado pedágio, os usuários estão muito mais satisfeitos com a qualidade das estradas e os serviços prestados.
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