Apesar dos juros nas alturas para baixar os preços, a inflação não dá trégua. Puxada principalmente pela energia elétrica, a alta de junho chegou a 0,42% em Florianópolis. Variação foi levemente inferior ao do mês de maio, que chegou a 0,46%. Além da energia, o aumento de junho teve impactos das altas de alimentos e de transportes.
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A apuração é da Udesc Esag, Universidade do Estado de Santa Catarina que faz levantamento de 297 preços, praticamente igual ao do IBGE para apurar a inflação do país. No acumulado deste ano a taxa em SC já subiu 3,96% e nos últimos 12 meses chegou a 6,98%.
O maior impacto em junho veio do preço da energia que, com a bandeira tarifária vermelha subiu 4%. Com isso, elevou o grupo de habitação, que teve alta de 1,15%. A bandeira vermelha acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kW/h consumidos.
A segunda maior pressão nos preços de junho veio novamente dos alimentos e bebidas, com alta média de 0,64% no grupo, igual à do mês anterior. Alimentos de supermercados e feiras subiram 1,0%% enquanto as refeições de restaurantes ficaram com preços estáveis.
As maiores altas foram nos legumes e verduras. O tomate subiu 34,9% em junho após cair 10% no mês anterior, a cebola subiu 7,3%, verduras subiram 4,8% e as frutas, 3,1%. As maiores altas foram nos preços do mamão (16,9%), morango (12,5%) e alface (10,9%).
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Entre as proteínas, os preços das carnes (0,4%) e leite e derivados (0.1%) ficaram praticamente estáveis. Tiveram queda os preços de pescados (-1,7%) e óleos e gorduras (-1,0%).
Também subiram os grupos de transportes (0,8%) porque carros próprios tiveram alta de 1,8%, despesas pessoais (0,40%) e saúde e cuidados pessoais (0,15%). Tiveram reduções de preços os grupos de artigos de residência (-0,41%), vestuário (-0,58%), educação (-0,26%) e serviços de comunicação (-1,27%).
Inflação acima da meta
As altas de preços apuradas em Florianópolis, com quase 4% até junho e quase 7% nos últimos 12 meses mostram inflação um pouco acima da média nacional e da meta do Banco Central em SC. A meta para o país de de 3% ao ano, com variação para cima até 4,5% ou para baixo até 1,5%.
Mas, até maio, a inflação oficial do país subiu 5,32% em 12 meses. Isso significa que com a alta de junho, o Banco Central, que elevou os juros para 15% ao ano na semana passada, terá que enviar uma carta ao ministro da Fazenda explicando por que não atingiu a meta.
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