A Engie Brasil Energia, multinacional com sede em Florianópolis, encerrou 2025 com receita líquida de vendas de R$ 12,9 bilhões, 14,6% superior à do ano de 2024. A companhia investiu no ano R$ 6 bilhões em novos projetos, aquisições e modernizações. Um dos destaques foi a conclusão, em dezembro, das obras do maior conjunto fotovoltaico do Grupo Engie no mundo, o Assú Sol, no Rio Grande do Norte. Ele tem capacidade instalada de 895 MWp e 229,6 MW médios de capacidade comercial.
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A companhia registrou em 2025 lucro líquido ajustado de R$ 2,8 bilhões, com recuo de 15,6% frente ao ano anterior. Entre os fatores que mais pesaram para essa queda estão o maior efeito negativo do resultado financeiro líquido e aumento da depreciação e amortização. O Ebitda ajustado alcançou R$ 7,6 bilhões, com alta de 3,7% em relação a 2024.

– Avançamos de forma consistente na expansão de geração e transmissão, ampliando nossa capacidade instalada e reforçando a previsibilidade dos resultados. Nosso compromisso é crescer de forma sustentável, diversificar o portfólio, viabilizar a transição energética e contribuir para a segurança energética do País, sempre com inovação e responsabilidade socioambiental -destaca Eduardo Sattamini, CEO da Engie Brasil.
Líder em energia 100% renovável no Brasil, a Engie seguiu com investimentos acelerados em 2025. Além do megacomplexo fotovoltaico no Rio Grande do Norte, investiu no Conjunto Eólico Serra do Arruruá, na Baía, com 188 aerogeradores em 24 parques eólicos, sendo o maior projeto eólico onshore da companhia no mundo. Esse complexo tem 846 MW de capacidade instalada e iniciou operação comercial em dezembro.
Na área de transmissão, a Engie Brasil Energia assumiu no ano passado a operação de 162 quilômetros da Graúna Transmissora de Energia em Minas Gerais e Espírito Santo. Também entregou a conclusão de 334 quilômetros do projeto Asa Branca, na Bahia. A empresa opera 3,2 mil quilômetros de linhas de transmissão.
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O conselho de administração da companhia, em sua reunião, discutiu a possível transferência para a Engie Brasil Energia, de 40% da participação da Engie Brasil Participações na gigante usina de Jirau, na Amazônia. Em grandes projetos, normalmente o grupo investe por meio de uma companhia e, mais tarde, transfere a Engie Brasil Energia.
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