Quem responde por parte crescente das importações catarinenses vindas da Europa é o setor comercial. Com menos taxas em função do acordo Mercosul e União Europeia que deverá ser assinado no próximo sábado, produtos do velho continente tenderão a ficar mais baratos no estado. Nessa lista estão desde carros da BMW a muitos alimentos diferenciados, quando o foco é o consumidor do varejo.

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Com cinco portos e um mercado interno pujante, Santa Catarina é um grande importador, além de ser forte também nas exportações. A Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio SC) apurou que os produtos mais importados da União Europeia pelo estado são bens industriais, produtos farmacêuticos, automóveis e alimentos diferenciados. São compras principalmente da Alemanha e Itália.

O presidente da Fecomércio, Hélio Dagnoni, destaca que a redução das tarifas tende a baratear esses produtos, ampliando a concorrência no mercado interno. Segundo ele, entre os principais produtos alimentícios importados estão o azeite de oliva extravirgem e bebidas não alcoólicas. Mas se destacam também massas, chocolates e vinhos, entre outros.

– Santa Catarina possui uma política consolidada de incentivo às importações, o que torna nossos portos atrativos para o recebimento do fluxo comercial. Do ponto de vista das exportações, também temos muito a ganhar, com a abertura de um mercado de grandes proporções para a nossa produção –observou Hélio Dagnoni.

Na avaliação do empresário, o setor logístico catarinense com cinco portos, poderá impulsionar ganhos de eficiência econômica a partir do acordo Mercosul e União Europeia. Será possível ter no estado maior integração internacional e diversificação de mercados.

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O presidente da Fecomércio avalia que o acordo é estratégico e deve gerar ganhos de eficiência econômica, maior integração internacional e diversificação de mercados. Levarão vantagens setores com maior capacidade produtiva e tecnológica, avalia ele.

Hélio Dagnoni ressalta também que as negociações de quase 26 anos para concretizar o acordo também contaram com a atuação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Nos últimos anos, esse trabalho foi liderado pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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