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Fundo de ações de SC foi o primeiro do país em rentabilidade na pandemia

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Por Estela Benetti
14/04/2021 - 06h00
Rafael Costa da Silva, gestor do fundo Próprio Capital
Rafael Costa da Silva, gestor do fundo Próprio Capital (Foto: Divulgação)

O fundo Próprio Capital, de Florianópolis, conseguiu a maior rentabilidade entre os fundos de ações do Brasil nos 12 meses pós-pandemia. Fechou o período com +112% de rentabilidade, quase o dobro da registrada pelo Ibovespa, que teve alta de 59,7% nos mesmos meses. O ranking foi elaborado pela empresa de análise ComDinheiro, que avaliou dados de 869 fundos abertos no país com base nas informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Abima).

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Liderada pelo economista Rafael Costa da Silva, a gestora de recursos Próprio Capital começou como um clube de investimentos em maio de 2009 e se transformou em fundo de ações em julho de 2013. Com trabalho inspirado no modelo adotado pelo megainvestidor norte-americano Warren Buffett, já conquistou destaques nacionais como o prêmio Fundo 5 Estrelas em 2017 e foi destaque em outras premiações de revistas de negócios.

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- No início do pós-pandemia, o mercado de ações teve um mês de março bem complicado. Nós também tivemos queda, mas nos 12 meses após essas mínimas da bolsa, a gente conseguiu selecionar empresas que foram muito desvalorizadas. Diversificação e liquidez foram os fatores que nos permitiram chegar a esse ótimo resultado. Seguimos critérios básicos de diversificar com 10 a 20 posições. A gente tem selecionado bastante e observado algumas mudanças de empresas se adaptando à pandemia. Não se esperava, por exemplo, que empresas até endividadas fossem captar recursos a custo baixo – explica o economista.

Uma das surpresas desses 12 meses de empresas em que a Próprio Capital investiu foram os IPO (oferta inicial de ações) e os follow on (novas captações de empresas que já estão na bolsa). Segundo Rafael Costa, diferente das crises dos últimos 20 anos, nessa não faltou capital para grandes empresas. Elas foram ao mercado captar dinheiro, lançaram títulos no Brasil e exterior e conseguiram passar a crise com dinheiro. Isso permitiu investir em tecnologia, digitalização e em aquisições, entre outras áreas.

- As grandes empresas, diferentes das pequenas e médias, ganharam bastante mercado e suas ações se valorizaram. Empresas que exportam commodities, do setor de e-commerce, setores essenciais como alimentos e supermercados e outros. A bolsa ofereceu muitas oportunidades e teve muitas distorções nos valores de ações. Como a gente estuda e acompanha o mercado há tempo, quando identificamos ações baratas, compramos e conseguimos fazer trocas, ganhando bem – disse Rafael Costa.

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Como o Próprio Capital é um fundo aberto, investidores interessados podem participar. O recurso deve ser para cerca de três anos e o mínimo é R$ 5 mil. É um fundo considerado pequeno, tem cerca de R$ 82,3 milhões de patrimônio. O plano não é ficar um fundo gigantesco porque é preferível ter liquidez, explica o economista.

Segundo ele, apesar de a bolsa brasileira ter superado 3 milhões de investidores no ano passado, ela ainda é muito concentrada. Tem apenas cerca de 200 empresas para investir. A maioria dos investidores no Próprio Capital é pessoa física de Santa Catarina. O fundo tem 350 investidores pessoas físicas, mas atende também pessoas jurídicas.

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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