Santa Catarina encerrou 2025 com crescimento de 3,2% na produção industrial, resultado que superou a média brasileira, que ficou em 0,2% no período. O dado é da Produção Industrial Mensal (PIM), apurada pelo IBGE. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), em função do cenário econômico, dos 13 setores pesquisados, 10 tiveram redução do ritmo de crescimento no ano. Para o ano de 2026, a Fiesc projeta um crescimento de 2,06% da produção industrial, o que indica ritmo menor que o de 2025.

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– O desempenho, apesar de positivo, mostra desaceleração da indústria, motivada pela elevada taxa de juros, pelo consumo doméstico mais contido e também pelos efeitos da redução das exportações para parceiros importantes, como Estados Unidos e China – observou o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.´

De acordo com o IBGE, tiveram crescimento em 2025 frente a 2024 os setores de produtos de metal (10,8%), máquinas, equipamentos e materiais elétricos (7,2%), máquinas e equipamentos (6,3%), alimentos (5,9%), minerais não metálicos (5,1%), produtos químicos (3,4%), produtos têxteis (3,0%), celulose e papel (2,1%), borracha e plástico (0,5%).

Fecharam o ano com queda a produção de madeira (-4,5%), veículos e reboques (-3,6%), móveis (-2,9%), metalurgia (-1,0%) e confecções (-0,3%).

Na avaliação do economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, apesar do cenário difícil, a indústria catarinense conseguiu fechar o ano com resultado positivo graças à diversificação de atividades. Enquanto alguns setores caíram, outros conseguiram manter o ritmo. Um exemplo de setor que puxou resultados para cima foi o da construção civil.

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– A construção ainda impactou a fabricação de minerais não metálicos, que cresceu 5,1%, com destaque para a cerâmica de revestimento. Esse encadeamento produtivo também favoreceu os setores de coloríficos, químicos e tintas, contribuindo para o crescimento da indústria química, de 3,4% – analisou Bittencourt. 

Programas de depreciação e a safra agrícola, segundo ele, puxaram para cima as vendas de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e de equipamentos. Exportações ajudaram na alta de alimentos e alguns equipamentos.

Mas ficou claro o impacto negativo do tarifaço de Donald Trump contra o Brasil. A produção de itens de madeira recuou -4,5% no ano e a de móveis, -2,9%, observou o economista. A Fiesc fez uma análise completa do setor, no ano passado, que pode ser conferida neste link.

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