A inflação de Florianópolis em agosto teve aumento de 0,11%, segundo o Índice de Custo de Vida apurado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc/Esag). A maior pressão por alta veio do reajuste tarifário anual da Celesc, que elevou o custo da energia para as famílias em 10,89%, o que resultou em alta de 2,14% no grupo de habitação do índice. Os grupos de alimentos e bebidas, com recuo de -0,37% e de transportes, -0,86% ajudaram a puxar para baixo o índice porque são os que mais pesam no cálculo da inflação.
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A alta de agosto ficou inferior à do mês anterior, julho, quando subiu 0,30%. Apesar dessas variações menores, a inflação de Florianópolis acumula alta de 4,39% no ano e de 6,59% nos últimos 12 meses até agosto. A pesquisa feita pela Udesc Esag acompanha 297 itens durante o mês e segue o padrão de cálculo do IPCA, que é a inflação oficial do Brasil, que será divulgada pelo IBGE dia 10.
O grupo que mais pesa no índice, o de alimentos e bebidas (22,17%) recuou -0,37% em função de preços menores das carnes (-2,52%), frutas (-2,26%), tubérculos, raízes e legumes (-6,56%). A maior queda de preço foi do tomate, -17,32%.
O grupo de transportes, que tem quase o mesmo peso dos alimentos (21,69%), o segundo maior do índice, teve recuo de -0,86%. Isso porque os combustíveis para veículos recuaram -0,12%, veículo próprio -0,54% e tr
No caso do grupo habitação, que é o terceiro que mais pesa no índice (14,17%) o maior impacto veio da alta de energia, mas o aluguel subiu 0,36% e reparos domésticos 0,27%. No caso da energia, a alta de 10,89% veio do reajuste tarifário anual da Celesc mas com impacto de encargos nacionais. Além disso, teve a bandeira tarifária vermelha patamar 2 e bônus de Itaipu.
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O grupo vestuário teve queda de -0, 86%, e o de despesas pessoais, -0, 78%. Tiveram aumento de custos no índice os grupos de artigos de residência (1,23%), saúde e cuidados pessoais (0,79%) e comunicação (0,55%).
A expectativa é de que a inflação siga com menores variações até o fim do ano em função da pressão dos juros básicos de 15% ao ano e mudanças geopolíticas. Mas os alimentos podem voltar a ter alta, com pressões nos preços do café e de carnes de aves e bovina.
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