Um dos setores econômicos que mais crescem em Santa Catarina, o de tecnologia da informação e comunicação, vai criar 34 mil vagas e, assim, superar 100 mil empregos diretos até o fim de 2025. É isso que mostra o Mapeamento de Vagas 2023 realizado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e divulgado na noite desta terça-feira (09).

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A expansão no total de vagas será de 44,3% nos próximos três anos, frente ao quadro atual de 76,6 mil empregos diretos em todo o Estado. Neste ano de 2023, serão geradas 10,2 mil vagas, o que representará acréscimo de 13,4 %, apurou a sondagem, que foi realizada pelo Instituto Mapa.  

A projeção de vagas consolida a Grande Florianópolis como a região que mais vai crescer, com um total de 18,1 mil novos empregos. Depois, nesse ranking de criação de empregos virão o Vale do Itajaí com 6,5 mil vagas; a região Oeste com 4,2 mil; o Norte do Estado com 2,2 mil; o Sul com 2,1 mil, e a Serra Catarinense com 1 mil.

Novamente, a carreira mais demandada será de desenvolvedor de sistemas, com 14,3 mil novos empregos nos próximos três anos, dos quais 4,7 mil em 2023. Contudo, esse número indica que essa profissão vai gerar 42% das novas vagas, menos do que os 56% apurados no primeiro Mapeamento de Vagas da Acate, feito em 2021.

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Isso significa que o setor vai necessitar mais vagas em atividades como analista e cientista de dados, com 3 mil novos postos de trabalho, analista de negócios (1,9 mil), gestor de projetos (1,7 mil) e designer de produtos (1,5 mil vagas). Entre as atividades do setor, também vão se destacar analista de controle de qualidade, com 1,3 mil novas vagas, analista de aplicação e infraestrutura (1,1 mil) e gestor de banco de dados (1 mil).  

Chamou a atenção o fato de a projeção feita pelo primeiro mapeamento de vagas da Acate ter se confirmado quase no total exato do estimado em 2021. O estudo apontou que SC abriria 16,6 novas vagas em TI entre 2021 e 2022 e o resultado, segundo o Caged, chegou a 16,7 mil vagas, um pouco mais.  

– A projeção de 2021, confirmada pelos resultados do Caged, valida a metodologia da pesquisa, que aponta para um desenvolvimento ainda maior das empresas de tecnologia no Estado nos próximos três anos – afirma Iomani Engelmann, presidente da Acate.

O vice-presidente de Talentos da Acate, Moacir Marafon, destaca que a grande demanda continua sendo por profissionais da área de desenvolvimento de sistemas, os chamados programadores. Mas o setor vem oferecendo cada vez mais vagas em diversas outras atividades da área de tecnologia,  como design e atendimento ao cliente.

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– Porém, tudo começa pela função desempenhada pelos profissionais que entendem do problema a ser resolvido com a solução a ser implementada (os desenvolvedores), pois uma solução software é conhecimento sistematizado numa linguagem de computador – ressalta Moacir Marafon, chamando a atenção para essa atividade que é a mais procurada.

Não é só em Santa Catarina que o setor de tecnologia está aquecido. O mesmo acontece no Brasil. Segundo a Brasscom, a  Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, serão criadas 159 mil vagas ao ano no setor até 2025.

Tanto em SC quanto no Brasil, o total de profissionais formados é insuficiente para atender a demanda. Por isso, no Estado, a Acate participa na formação de profissionais e apoia instituições que oferecem essas especialidades. São os programas DEVinHouse, Floripa Mais Tec, Prototipando a Quebrada e Dev for Tech.

Além disso, instituições de ensino público e privado oferecem essas formações para tecnologia. No caso de programação, as linguagens mais necessitadas são Javascript, React, Node.js, Python e Java.

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Segundo Moacir Marafon, em 2021, a Acate apoiou programas que formaram 4.926 profissionais. Em 2022, chegou a 9.985 e para este ano, a projeção é de mais de 10 mil novos profissionais formados.

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