A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil, encerrou 2025 com receita de R$ 100 milhões em vendas das duas primeiras canetas nacionais à base de liraglutida, a OLIRE®, para tratamento de obesidade, e a LIRUX®, para o controle do diabetes tipo 2. Com preços mais acessíveis que as importadas, a demanda acelerou. Para este ano, a companhia projeta vendas 150% maiores nesse segmento de produtos para terapias metabólicas, com receita estimada em R$ 250 milhões.
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O desempenho positivo vem da combinação de investimentos industriais, previsibilidade regulatória e expansão consistente do mercado desses produtos no Brasil, explica a EMS. São resultados de investimento de R$ 1 bilhão realizado pela empresa em planta de peptídeos em Hortolândia, São Paulo, onde fabrica esses medicamentos. A EMS é uma empresa do Grupo NC, que também controla a NSC.
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Entre agosto e dezembro de 2025, foram comercializadas 350 mil canetas fabricadas pela EMS. Esse número confirma a rápida maturação do mercado brasileiro e a capacidade produtiva da nova fábrica da companhia. Ela produz peptídeos usando plataforma proprietária de síntese química desenvolvida no Brasil, o que garante escala, autonomia produtiva e competitividade, explica a EMS.
– Esse resultado mostra que o mercado respondeu de forma muito consistente à proposta da EMS. Existe uma confiança construída ao longo de décadas, baseada em rigor regulatório, qualidade industrial e previsibilidade de oferta. O faturamento reflete não apenas a demanda por essa classe terapêutica, mas a segurança que médicos, pacientes e o varejo têm em uma empresa que segue todos os ritos, investe em ciência e entrega soluções com escala e responsabilidade – destaca Marcus Sanchez, vice-presidente da companhia.
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As duas primeiras canetas da gigante farmacêutica foram aprovadas pela Anvisa como novos medicamentos após análises rigorosas de qualidade, segurança e eficácia. Para 2026, a EMS se prepara para o lançamento de uma nova série de terapias metabólicas, com a semaglutida, porque a patente está prevista para expirar este ano.
A companhia explica que esse movimento integra uma estratégia de ampliação de acesso a esses medicamentos, domínio tecnológico e fortalecimento da produção no Brasil, seguindo todas as normas.
Início de exportações
Outra novidade da EMS para este ano é o início da exportação das canetas de liraglutida. As vendas começarão na Europa pela Sérvia, onde a empresa tem uma indústria farmacêutica, a Galenika. Também prevê o início de vendas para outros mercados europeus no primeiro semestre.
Além disso, a EMS se prepara para entrar com esses produtos de terapias metabólicas no mercado dos Estados Unidos, o maior e mais competitivo do mundo. Ela já tem presença no mercado norte-americano por meio da empresa Vero Biotech, em Atlanta, com a qual obteve a aprovação, em 2019, de seu primeiro produto revolucionário, resultado de inovação radical e submetido ao FDA (órgão de controle de medicamento dos EUA). Outra empresa do Grupo NC em Atlanta é a Brace Pharma, voltada a tratamentos inovadores para oncologia, virologia e imunologia.
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Resultados de longo prazo
Para o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, os resultados no mercado desses produtos para terapias metabólicas são a materialização de decisões tomadas dez anos atrás. Foram investimentos em ciência e indústria no Brasil que estão permitindo, agora, lançar produtos com precisão, no tempo certo e com impacto real para médicos, pacientes e para o sistema de saúde.
– Nada em saúde é imediato. O lançamento de OLIRE® e LIRUX® é resultado de um trabalho de longo prazo, que envolve pesquisa, investimento industrial, rigor regulatório e planejamento. Não se trata apenas de colocar um produto no mercado, mas de garantir escala, qualidade e acesso sustentável – afirma Marcus Sanchez.
Essas informações positivas sobre avanço do uso de canetas resultam de apuração de dados. A Close-Up Internacional apurou que, no Brasil, o número de médicos que passaram a prescrever liraglutida quadruplicou no quarto trimestre de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior.
Isso foi em função da ampliação do acesso desses medicamentos, maior previsibilidade de oferta e também de preços mais acessíveis que os importados. As canetas da EMS têm preço sugerido ao consumidor a partir de R$ 307,56 por unidade.
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