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Passagem de Moisés por Blumenau tem novo round na queda de braço entre Estado e prefeitura

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Por Pedro Machado
17/07/2021 - 16h57 - Atualizada em: 17/07/2021 - 18h04
Mário (C) e Moisés (D) foram recepcionados à tarde no Centro Empresarial pelo presidente da Acib, Renato Medeiros (E)
Mário (C) e Moisés (D) foram recepcionados à tarde no Centro Empresarial pelo presidente da Acib, Renato Medeiros (E) (Foto: Julio Cavalheiro, Secom, Divulgação)

Quem acreditava que a visita do governador Carlos Moisés (sem partido) a Blumenau nesta sexta-feira (16) poderia selar o início de uma trégua na troca de farpas entre Estado e município perdeu a aposta e viu um novo round na queda de braço. Protocolo, sorrisos e apertos de mão à parte, o governo não deixou sem resposta críticas recentes do prefeito Mário Hildebrandt (Podemos), que já havia reclamado da demora para a liberação de recursos do Centro de Convenções e dois dias antes, em entrevista ao Santa, disparou contra a lentidão da retomada das obras do prolongamento da Via Expressa.

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O secretário de Infraestrutura, Thiago Vieira, foi o escalado para o revide. Diante de um auditório cheio no Centro Empresarial, povoado por empresários de peso, autoridades e lideranças políticas da região, ele se valeu de uma apresentação para rebater a tese de que Blumenau estava esquecida. A partir da exposição de uma linha do tempo de ações, sugeriu que demandas reivindicadas pela cidade estavam travadas por culpa da própria prefeitura.

Para sustentar a versão de que a gestão Moisés está fazendo a sua parte, o governo literalmente “desenhou”. Slides da apresentação trouxeram gráficos em pizza sugerindo que os projetos do Centro de Convenções e de balizamento noturno do Aeroporto Quero-Quero tramitaram mais tempo dentro da prefeitura do que no governo. Na sequência, uma tabela de valores (veja abaixo) apontou uma discrepância de valores garantidos pelo Estado e os executados pela prefeitura.

O comparativo feito e o tom utilizado por Vieira deixaram um clima de constrangimento no ar. O protocolo da cerimônia acabou jogando contra Hildebrandt. Como ele havia falado antes, não houve margem para contraponto.

Slide ressaltou diferença de valores, provocando clima de constrangimento
Slide ressaltou diferença de valores, provocando clima de constrangimento
(Foto: )

O prefeito fora mais amistoso no discurso. No ponto mais incisivo, destacou a necessidade de a região sair do “isolamento logístico” ao se referir a obras de infraestrutura. Mas fez um mea culpa sobre os entraves nos projetos do balizamento do Quero-Quero e do Centro de Convenções, inclusive anunciando o rompimento do contrato com a empresa responsável pela elaboração do orçamento da obra. Não foi o suficiente para ser poupado do contra-ataque do governo.

Corre nos bastidores da política a tese de que essa relação áspera ainda é resquício da simpatia da prefeitura à vice Daniela Reinehr quando ela comandou interinamente o Estado – a proximidade resultou na indicação de André Espezim, atual secretário de Comunicação de Blumenau, ao cargo de secretário-adjunto de Infraestrutura. O próprio Moisés deu sinais de ressentimento ao classificar, na sua vez de falar, como injustos os dois afastamentos que sofreu do governo.

Divergências do tipo apenas fomentam antagonismos e provocam especulações sobre as eleições do ano que vem. Para Blumenau e o Vale, que ainda têm demandas na fila, a disputa política não interessa.

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