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    Saída de Amandio da Casa Civil de SC é uma ducha de água fria para a região do Vale

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    Por Pedro Machado
    27/06/2020 - 07h16
    Amandio João da Silva
    Empresário ficou apenas um mês e meio no cargo (Foto: MB Comunicação, BD, Divulgação)

    A promoção do empresário Amandio João da Silva Junior ao posto de chefe da Casa Civil do governo de Santa Catarina tinha animado lideranças políticas e de entidades representativas do Vale do Itajaí. Ex-presidente da Associação Empresarial de Rio do Sul, próximo do setor produtivo e com bom trânsito inclusive em Blumenau, ele representava o que se chamava nos bastidores de “início de mandato de fato” do governador Carlos Moisés.

    Em pouco tempo Amandio ajudou a mudar o perfil do governo. Sob sua influência, Moisés se abriu mais ao diálogo com prefeitos e empresários. Ele também foi um dos fiadores da ida de Ricardo Stodieck para o governo – o ex-secretário de Turismo e Lazer de Blumenau assumiu nesta semana a função de secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável.

    A exoneração de Amandio, confirmada nesta sexta-feira (26), somente um mês e meio depois da posse, cai como uma ducha de água fria em uma região que, antes preterida na composição do primeiro escalão, enxergava nele uma ponte de aproximação com o governo. O então titular da Casa Civil, diziam lideranças locais, estava a uma mensagem de WhatsApp de distância. Essa linha direta fazia diferença.

    Ironicamente, a CPI dos Respiradores, que o levou ao governo, também o derrubou – o nome de Amandio veio à tona por conta de sua presença em uma chamada de vídeo junto com um empresário que participou do processo inicial da compra dos equipamentos. Em nota, Amandio disse que saiu, entre outros motivos, também para preservar a família.

    A notícia provocou perplexidade no meio político local. A avaliação é de que a região perde um parceiro junto ao governo do Estado. Apesar do pouco tempo na Casa Civil, Amandio deixou ao menos uma contribulção direta para Blumenau: ajudou a desatar um dos últimos nós do Centro de Inovação, agilizando a liberação do aditivo contratual de R$ 1,3 milhão necessário para finalizar a obra.

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