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Bolsonaro e Moisés: discursos diferentes com o mesmo objetivo

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Por Renato Igor
24/10/2021 - 07h32
Carlos Moisés em encontro político no sábado (23)
Carlos Moisés em encontro político no sábado (23) (Foto: Divulgação)

Com 2021 já em movimento de aterrissagem, intensificam-se os movimentos para as eleições do próximo ano. Vistas sob as óticas dos atuais mandatários no estado e no país, as estratégias de Jair Bolsonaro e Carlos Moisés são semelhantes, mesmo que traçadas por diferentes discursos.

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Com a economia claudicante, inflação e a conturbada gestão da pandemia, Bolsonaro aposta todas as suas fichas em sua força pessoal junto à parcela do eleitorado para, no segundo turno, ser a opção ao retorno do PT. Tanto que o principal discurso do Presidente não é a defesa de seu governo, mas colocar-se como a única possibilidade à Lula.

No Estado, é o contrário. Sem a força política do Presidente, Moisés tem como grande arma os bons resultados de uma gestão austera e marcada pela predominância técnica. Mesmo com o caso dos respiradores - pelo qual será cobrado - e com a abertura política na segunda metade do mandato, é inegável que foram mantidas as bases na administração, fazenda, infraestrutura, nas empresas estatais e na própria saúde, que reduziram a máquina e otimizaram os recursos, e agora o governo colhe uma intensa política de entregas de obras e outras ações com recursos próprios em todas as regiões e setores do Estado.

Afora tais diferenças, ambos têm em comum a guinada no discurso de 2018, quanto às composições políticas. Após intensa defesa de uma “nova política”, Carlos Moisés hoje governa com o apoio e a participação dos partidos tradicionais que criticou, a ponto de ser a noiva mais cobiçada pelo MDB e PP - as mais antagônicas forças políticas da histórica catarinense pós redemocratização. Tudo isso, frise-se, sobre os olhares sempre atentos do PSD, de Júlio Garcia.

Com Bolsonaro não é diferente. Eleito com um discurso fortemente antissistema, virou refém do Centrão, e decide se disputará as eleições no PP de Ciro Nogueira e Arthur Lira ou no PTB de Roberto Jefferson, notórios envolvidos em escândalos de corrupção.

Santa Catarina possui ainda uma peculiaridade: os possíveis reflexos da força do Presidente no Estado. Isso porque, o senador Jorginho Mello - ex-aliado de primeira hora de Dilma Rousseff - navegava tranquilo para ser o seu nome preferido, mas, a possível chegada de Bolsonaro ao PP reacende a imortal mosca azul de Esperidião Amin. E, não se pode desconsiderar João Rodrigues, que possui o perfil e o discurso que mais agradam os seguidores do Presidente.

O certo é que não haverá uma onda, ambos terão de mostrar habilidade na construção política e serão avaliados pelos seus governos, numa eleição que deve sacramentar uma espécie de retorno triunfal dos partidos tradicionais, severamente demonizados em 2018.

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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