MPF dá prazo de 24h para Casan comprovar medidas eficazes após rompimento de lagoa em Florianópolis

Casan terá que contratar empresa independente para avaliar os danos aos moradores da Lagoa da Conceição

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Rompimento de lagoa artificial alagou Servidão Servidão Manoel Luiz Duarte na Lagoa da Conceição (Foto: Leonardo Sousa/PMF)

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Casan contrate uma empresa independente para a avaliação dos danos causados aos moradores da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, após o rompimento de uma lagoa de tratamento de esgoto. O documento foi enviado à empresa na quarta-feira (3) com o prazo de 24h para a comprovação da adoção de medidas eficazes.

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Além da medida, o documento endereçado à diretora-presidente Roberta Maas dos Anjos recomenda outras quatro ações à Casan. Para o MPF, a empresa tem que fornecer alojamento e alimentação adequados às famílias até que seja possível o retorno para suas casas. Segundo o MPF, há informação de que alguns dos moradores afetados estão em residências precárias ou abrigados por terceiros.

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A empresa deve providenciar ainda segurança as casas afetadas, a fim de que não sofram roubos ou depredações. Outra ação é a realização de uma reunião presencial com representantes das famílias, na Servidão Manoel Luiz Duarte, para conciliar as necessidades mais urgentes.

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O MPF também cobra informações sobre as medidas técnicas adotadas para mitigar os efeitos danosos causados pelo rompimento a flora e a fauna da Lagoa da Conceição. Outro ponto que deve ser esclarecido são as ações para a continuidade da prestação de serviço de tratamento de esgoto.

A Casan afirmou que avalia as recomendações do MPF. Segundo a empresa, as ações realizadas estão sendo compartilhadas com o órgão. Entre as medidas adotadas, segundo a empresa, estão a assistência social, acolhimento a famílias e animais de estimação, limpeza das vias e das casas, faxina interna nas residências e a recomposição de pátios e jardins.

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Além disso, a empresa diz ter providenciado refeições, lanches, frutas, água potável e material de limpeza aos moradores. Medidas na área ambiental também foram adotadas. A companhia reiterou que disponibilizou um adiantamento emergencial de até R$ 10 mil para as famílias afetadas. 

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MPF já cobrado Casan

Na última quinta-feira (28), o MPF já havia recomendado que a Casan comprovasse a adoção de medidas eficazes para solucionar os problemas mais urgentes enfrentados pelas famílias.

Em resposta ao órgão, a Casan informou que das 66 pessoas afetadas, seis foram encaminhadas como “casos prioritários” para hotéis da região. Uma análise feita pela empresa mapeou 35 residências afetadas pelo rompimento. 

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A Casan comunicou ainda ter formado uma base de operações para o atendimento da ocorrência. Além da companhia, Defesa Civil Estadual e Municipal, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e a prefeitura de Florianópolis integram o grupo.

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Para o atendimento emergencial, a Casan disse ter levado ao local 50 profissionais da companhia para o socorro às vítimas. Sobre a indenização às vítimas, a empresa informou ao MPF, que estava fazendo um cadastramento administrativo para pagar o pagamento de indenizações. Um edital foi lançado no dia 28 de janeiro para efetuar esse cadastro.

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O valor pago, segundo a empresa, será calculado a partir de uma vistoria que engenheiros da companhia fizeram nas casas. A indenização visa cobrir danos parciais ou totais em móveis, carros, além de despesas com limpeza e outros gastos.

Floram fará fiscalização na Lagoa

A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) criou um grupo técnico para analisar o impacto do rompimento na Lagoa. Oito técnicos fazem o monitoramento desde o dia 26 de janeiro. A última coleta será realizada na próxima quinta-feira (11).

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A prefeitura de Florianópolis multou a Casan em R$ 15 mil pelos danos causados ao meio ambiente. Até quarta-feira (3), a empresa não efetuou a quitação. O prazo se encerra no dia 16 de fevereiro.

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