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Anel viário de Criciúma: última etapa da obra aguarda por projetos e licenças

Câmara de Vereadores autorizou investimento do município de R$ 200 mil para a elaboração dos projetos de desapropriações e licenças ambientais necessárias para último trecho da obra

27/06/2021 - 08h32 - Atualizada em: 27/06/2021 - 09h28

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Lariane
Por Lariane Cagnini
Denis
Por Denis Luciano
Anel viário de Criciúma
Anel viário de Criciúma está no último trecho da obra
(Foto: )

A quarta etapa do Anel de Contorno Viário de Criciúma, obra esperada desde que o último trecho foi liberado em 2016, segue para uma nova fase. Agora, está na mão do governo municipal contratar a elaboração dos projetos de licenciamento ambiental e desapropriações. Depois dessa fase, a Secretaria de Estado da Infraestrutura deve, então, licitar a obra.

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A Câmara de Vereadores de Criciúma aprovou em junho, por unanimidade, projeto do Executivo no valor de R$ 200 mil. O orçamento é para desenvolver os projetos de licença ambiental, de instalação e de operação. Essa documentação é necessária para que o Estado possa executar a quarta fase da obra, em um trecho de 2,6 quilômetros. 

No final de maio, quando o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) esteve em Criciúma para liberar R$ 19,5 milhões em emendas parlamentares, reforçou a importância da obra.

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O edital para contratação de empresa, que irá fazer os projetos ambientais e de desapropriação, está em fase final de elaboração pelo governo municipal. A partir da seleção da empresa, ainda existe o prazo de até sete meses para que os projetos sejam finalizados, explica o secretário municipal de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana, Tita Belloli.

– O edital prevê 210 dias para a entrega dos projetos prontos, mas acreditamos que deve ocorrer em um prazo menor. Ficou de responsabilidade da prefeitura essa questão dos projetos ambientais, passou pela Câmara, todos sabendo da importância da obra para a cidade, para a mobilidade urbana, para a economia – resumiu o secretário.

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Enquanto as licenças não são liberadas, a Secretaria de Estado de Infraestrutura diz que não é possível orçar a obra. Sem esse orçamento, também não tem uma data prevista para encaminhar a licitação. Em entrevista ao jornalista Denis Luciano, colunista da NSC, o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) estimou um investimento na casa dos R$ 16 milhões.

Anel incompleto e desafios no trânsito 

O anel viário não será completado em Criciúma depois desta quarta e última etapa. Quando ele foi concebido, nos anos 1990, houve a execução das duas primeiras fases, que partem do Bairro Universitário, em Criciúma, avança por Içara e alcança a SC-108, onde inicia a terceira etapa entregue ao tráfego em 2016. O trecho final, para fechar o contorno, seria da Avenida Luiz Lazzarin ao Bairro Universitário. Mas atualmente o trecho está totalmente urbanizado, e as desapropriações são inviáveis.

A quarta etapa a ser construída trará um desafio aos engenheiros de trânsito. Ela desembocará na Avenida Luiz Lazzarin, que é uma das três vias mais movimentadas de Criciúma. Invariavelmente, a avenida sofre com engarrafamentos nas primeiras horas do dia e nos finais de tarde.

Uma grande rótula deverá ser executada no encontro da avenida com o novo trecho do Anel Viário, nas proximidades do principal acesso ao distrito do Rio Maina, que conta com mais de 60 mil habitantes, quase 30% da população de Criciúma.

Outro desafio reside no próprio trecho a ser aproveitado. Ele é, hoje, uma pista espremida, extremamente irregular, pedregosa e com suas margens usadas como depósito de lixo. Há entulhos em vários pontos. Trata-se de um quilômetro aproveitado parcialmente por alguns carros e motos que cortam caminho mas se expõem.

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