A arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apreendida durante uma blitz em Brasília havia sido inutilizada temporariamente pela equipe de segurança, com o aval da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A medida foi tomada no período em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro de 2025.

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As informações foram apuradas pelo blog de Julia Duailibi, do g1, baseada em relatos de pessoas que tiveram acesso à investigação e ao depoimento do militar Estácio Leite da Silva Filho, que foi abordado com o armamento dentro do carro. Ele foi levado para prestar depoimento e liberado em seguida.

Estácio afirmou que transportava a arma a pedido de Bolsonaro para realizar um conserto. No momento da abordagem, o armamento estava sem o percussor, peça responsável por permitir o disparo.

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De acordo com relatos de pessoas que tiveram acesso ao inquérito, o militar explicou que a equipe de segurança retirou o percussor por preocupação com a integridade física do ex-presidente, em razão da grande quantidade de medicamentos que ele usava.

Ainda conforme a apuração, a decisão foi tomada em conjunto entre a equipe de segurança e familiares, com o aval de Michelle Bolsonaro.

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Militar só devolveria arma com autorização de Michelle

O depoimento também indica que, após concluir o conserto, o militar recolocou o percussor na arma, mas só faria a devolução com autorização de Michelle. Como ela não estava presente naquele momento, decidiu levar o armamento para casa antes de entregá-lo ao ex-presidente.

Segundo relatos de pessoas que tiveram acesso à investigação, a retirada do percussor ocorreu no período em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro do ano passado.

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Relembre os fatos que levaram à condenação de Jair Bolsonaro

Como foi o depoimento de Bolsonaro sobre a arma

Na tarde da última terça-feira (23) Jair Bolsonaro (PL) depôs à Polícia Civil do Distrito Federal por cerca de cinco minutos, ele negou ter pedido que o militar da segurança presidencial Estácio Leite da Silva Filho levasse sua arma para conserto.

Bolsonaro declarou que pediu apenas que o militar averiguasse o funcionamento da pistola, e não que tirasse a arma do condomínio.

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A defesa sustenta que não havia ilegalidade na posse da pistola por Bolsonaro. Segundo os advogados, a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado não determinou a entrega das armas nem o cancelamento dos registros em seu nome.

Na quarta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes pediu para que a PGR analisasse, em 48 horas, se havia “falha grave” na apreensão da arma.

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Nesta terça-feira (30), a defesa de Bolsonaro se reuniu com Moraes para defender a prorrogação da prisão domiciliar. Na última quinta-feira (25), venceu o prazo inicial da prisão domiciliar humanitária. Agora, Moraes deve decidir se prorroga a medida, impõe novas condições ou determina a mudança do regime de cumprimento da pena.