O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), reagiu a decisão do 2º Tribunal do Júri do Rio que concedeu perdão judicial à professora Monique Medeiros pela morte do próprio filho, Henry Borel. Segundo o político, ela não voltará a dar aulas na rede pública de ensino da cidade, como fazia antes do crime, o qual o padrasto e ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.
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Monique era servidora da rede municipal e foi afastada no dia 24 de janeiro de 2023 pela Prefeitura do Rio. Em 2026, no entanto, ela foi desligada e demitida de forma definitiva dos quadros da Secretaria de Educação.
Nas redes sociais, o prefeito disse que ficou “perplexo” com a decisão e que “não medirá esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura”
“Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida. Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças”, escreveu na postagem.
O Ministério Público afirmou que vai recorrer da decisão.
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Relembre o caso em fotos
Por que Monique recebeu perdão judicial
De acordo com a juíza Elizabeth Machado Louro, Monique foi alvo de uma reação “desproporcional e desmesurada” ao longo dos últimos cinco anos, com um julgamento marcado por preconceitos de gênero. Segundo ela, se estivesse na mesma situação um pai, e não uma mãe, provavelmente ele não teria sido processado.
“Reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral […] claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal“, diz a sentença.
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Na dosimetria da pena, a juíza afirmou que Monique é ré primária, não possui antecedentes criminais e, para ela, não havia elementos suficientes para avaliar negativamente sua personalidade ou conduta social.
A magistrada ainda afirmou que a sociedade exige das mulheres que elas sejam “mães perfeitas”.
Uma indenização de R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry foi fixada, mas o valor deve ser pago por Jairinho, que cumprirá 35 anos, 6 meses e 20 dias por homicídio, 6 anos e 3 meses pela tortura; e 2 anos pela coação.
A juíza afirmou que o ex-vereador possui uma “personalidade insidiosa, perfeitamente apta ao engano e à dissimulação”. Na sentença, ela também disse que Henry Borel estava vulnerável e foi submetido a sofrimento físico e psicológico incompatível com sua idade.
Henry Borel morreu em 2021
Na madrugada do dia 8 de março de 2021, o menino Henry Borel foi levado a um hospital na Zona Oeste do Rio de Janeiro pela mãe e pelo padrasto. Os acusados pelo crime narram que ouviram um barulho na madrugada no quarto em que Henry dormia e o encontraram desacordado no chão.
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De acordo com Monique e Jairinho, a criança de 4 anos teria sofrido um acidente doméstico e ambos buscavam pelo atendimento. Henry Borel estaria “desacordado e com os olhos revirados e sem respirar”. Segundo as investigações do caso, a criança já chegou morta no hospital.






