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    Coronavírus

    Catarinenses residentes em outros países compartilham relatos de suas experiências durante a pandemia

    Em vídeo eles contam como alteraram suas rotinas, como governo e população desses países reagiram após os primeiros casos e como está a situação atual

    12/08/2020 - 05h01 - Atualizada em: 12/08/2020 - 15h02

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    Por Janaína Laurindo
    Catarinenses contam como enfrentam a pandemia ao redor do mundo
    Catarinenses contam como enfrentam a pandemia ao redor do mundo
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    Com o número de infectados por covid-19 em elevação em Santa Catarina ao mesmo tempo em que a taxa de isolamento se mantém baixa — com registro de vários casos de pessoas que desafiam as medidas de restrições impostas pelo Governo — fomos tentar entender através de catarinenses que moram em outras localidades no mundo, como o comportamento da população tem afetado no controle e achatamento da curva de contágio de coronavírus e também como ações governamentais em outros países foram determinantes para a situação atual.

    Santa Catarina completa nesta quarta-feira, 12 agosto, cinco meses dos primeiros pacientes diagnosticados com coronavírus. Anunciados pelo então secretário de Saúde, Helton Zeferino, os dois casos iniciais eram de pessoas que haviam “importado” o vírus. Uma mulher que veio da Holanda e o cantor Di Ferrero, que havia viajado aos Estados Unidos e foi tratado em Florianópolis.

    Com 109,5 mil infectados desde o início da pandemia e 1.619 óbitos — dados divulgados nesta terça-feira, 11 — nesses 153 dias o Estado já passou por vários diagnósticos: de “melhor desempenho do Brasil”, registrado no terceiro mês de restrições, até o momento atual, um dos mais delicados vividos desde o início da pandemia.

    > Confira o mapa do coronavírus em Santa Catarina

    Falamos com catarinenses que deixaram a vida em Santa Catarina e que hoje vivem em outros países e perguntamos como tiveram suas rotinas alteradas durante a pandemia, como o governo e a população desses locais reagiu após os primeiros casos e como está a situação atual. Pedimos também para que sugerissem bons exemplos a serem aplicados no Brasil e também em Santa Catarina, levando em conta as realidades diferentes.

    A pandemia na Inglaterra

    Ana Freccia, de Florianópolis, está há 10 anos fora do Brasil. Atualmente a empresária está em Londres, na Inglaterra, de onde envia seu relato sobre a experiência vivida nos últimos meses. Embora receba auxílio do Governo para manter os funcionários empregados, Ana precisou reduzir seu negócio pela metade após perder mais de 30% de seus clientes logo no primeiro mês de pandemia. No Reino Unido os casos de covid-19 foram diagnosticados inicialmente em 31 de janeiro. Até agora já foram registradas 46.526 mortes, o número mais alto na Europa e o quarto maior no mundo atrás dos EUA, Brasil e México.

    > Leia também: Brasileiro morre em Londres vítima do coronavírus

    O retorno das aulas nos EUA

    Nascida em Florianópolis, Tayana Dacorregio (@taydacorregio) mora há quatro anos em Orlando, nos EUA. Mãe de dois filhos, Nícolas, de 4 anos, e Noah, de 1 ano e 8 meses, Tayana compartilha a experiência do retorno escolar no estado da Flórida, onde cada aluno da rede pública recebeu um Ipad para acompanhar as aulas, que poderão ser presenciais ou online, por escolha dos pais. Vale ressaltar que sindicatos de professores da região pedem que as aulas presenciais não sejam retomadas.

    > Leia também: Embaixador dos EUA que almoçou com Bolsonaro tem resultado negativo em teste de Covid-19

    Nova York e o achatamento da curva

    Natural de Agrolândia, no Alto Vale do Itajaí, Jailson Muniz mora em Nova York, cidade mais populosa dos EUA, há quase dois anos. O intercambista relata sobre o pesadelo de viveu nos primeiros meses na cidade que embora já não seja o estado com o maior número de infecções, continua a ser o que contabiliza mais mortes, 32,7 mil, número superior ao de países como França ou Espanha. Jailson comenta sobre as restrições impostas pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo, que resultaram no achatamento da curva de contágio.

    > Leia também: EUA chega a dois milhões de casos de coronavírus

    Lockdown na Itália

    A Itália foi o segundo epicentro da pandemia, com uma rápida ascensão de casos, atingiu 10 mil mortes por covid-19 em março, menos de dois meses do primeiro caso, em 31 de janeiro. O casal de Itajaí, Robson Cadore e Natalie Deduck (@loveandroad) moram em Turin há pouco mais de um ano e precisaram interromper suas atividades profissionais assim que decretado o lockdown. O casal já fala em retorno de uma vida “quase” normal no país.

    A situação na Itália

    O professor universitário Ricardo Seola mora em Milão, na Itália, há quatro anos. Natural de Florianópolis, ele relata sobre a rigidez nos três primeiros meses, onde precisavam emitir um certificado para sair de casa e unicamente para utilizar serviços essenciais. Atualmente, mesmo sem a obrigação de máscaras e algumas outras medidas, o catarinense relata que alguns cuidados continuam sendo tomados mais por uma preocupação da população. No domingo, 9, a Itália registrou duas mortes por covid-19, menor número desde o início da pandemia.

    > Leia também: Itália ultrapassa os 20 mil mortos por coronavírus

    O bom exemplo da Nova Zelândia

    A Nova Zelândia registrou o primeiro caso de covid-19 em 28 de fevereiro e, em menos de quatro semanas, o país já estava em lockdown, o que fez dele um bom exemplo no controle do vírus. A itajaiense Patrízia Araceli Krieser, que mora no país há quase três anos, relata a situação atual da população que ficou 102 dias sem registro de transmissão comunitária. Na última terça-feira, 11, no entanto a primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou o registro de quatro casos, da mesma família, e como medida restritiva Auckland entrará em bloqueio e o resto do país entrará no nível 2, para reduzir as chances de contaminação.

    O lockdown de bilhões de pessoas na Índia

    Com a 2ª maior população do mundo, a Índia e a sua população de 1,2 bilhões de pessoas vive durante a pandemia uma situação de crise humanitária. A catarinense Renatha Flores, natural de Florianópolis, mora na Índia há pouco mais de dois anos, e compartilha como tem sido esse período no país.

    > Leia também: Modelo de Joinville em confinamento na Índia pede ajuda para voltar para o Brasil

    O momento de retomada de Portugal

    Taryn Gregório mora em Portugal há três anos. A catarinense, nascida em Florianópolis, foi para o país para realizar seu mestrado e neste período de pandemia acabou perdendo o emprego. Taryn comenta sobre o momento de retomada do país que nas primeiras semanas de agosto registra os menores números de infectados desde 15 de março.

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    A rotina em Portugal

    Anaia Brognoli e Jeco Thompson moram em Portugal há pouco mais de dois anos. Anaia nos primeiros sinais da pandemia deixou de levar os filhos de 11, 7 e 1 ano para a escola. O casal relata sobre casos de pessoas próximas diagnosticadas com o covid-19 e também sobre o quanto foram afetados profissionalmente com a pandemia.

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