Em plenário, após a votação que aprovou na Câmara dos Deputados o fim da escala 6×1 nesta quarta-feira (17), o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) celebrou a conquista ao afirmar que os trabalhadores poderão ter mais tempo para “fazer seu sexo em paz e com mais tranquilidade”, e se “reproduzir mais”. A fala repercutiu nas redes sociais. (assista abaixo)
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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas por semana e permite o fim da escala 6×1 foi aprovada na noite desta quarta-feira (17). A votação ocorreu em dois turnos, com a maioria dos deputados de Santa Catarina sendo contra a proposta nas duas votações. O texto será enviado ao Senado federal.
O deputado começou o discurso afirmando que “a escravidão acabou” e, também, que a escala 5×2 — de cinco dias de trabalho e dois de descanso — garante aos trabalhadores o direito de “melhor honrar e criar sua família”. Depois, disse que, além da medida melhorar a vida das famílias, os trabalhadores “terão tempo, inclusive, para terem mais filhos, portanto, fazerem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”.
Veja a fala “polêmica” do deputado
Como foi a votação da escala 6×1
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Nikolas critica aprovação e fala em celebrar quando “houver demissão em massa”
A votação sobre o fim da escala 6×1 também gerou falas polêmicas de deputados que são contra a medida desde o início das discussões sobre o tema, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
“Quando houver demissões em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor não conseguir mais e tiver que demitir a pessoa para contratar outro [funcionário], aí meus amigos, esse dia será maravilhoso”, disse o bolsonarista durante a comissão especial nesta quarta-feira (27).
Após a aprovação do fim da escala, Nikolas declarou à jornalistas que ele e o Partido Liberal (PL) passaram a defender a escala 4×3 — quando o trabalhador trabalha quatro dias e tem direito a três dias de folga por semana. Segundo o deputado, a estratégia do partido é expor os impactos econômicos negativos de uma mudança mais ampla na carga horária.
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Já a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) comemorou o resultado da votação que pôs fim à escala 6×1, e também fez um discurso em plenário que repercutiu nas redes sociais, onde respondia uma crítica feita a ela pelo deputado André Fernandes (PL-CE).
Durante a sessão plenária, o parlamentar bolsonarista subiu à tribuna para atacar a base governista e mencionou a deputada do PSOL, dizendo que ela havia sido “humilhada” pelo fato de não ter sido votada a PEC que estabelecia a jornada 4×3, inicialmente apresentada por ela e defendida na última hora pelo PL como manobra para tentar inviabilizar o fim da escala 6×1.
— Coloca lá o rosto dos teus colegas que te atropelaram, que não te respeitaram, que não deixaram votar a PEC — provocou Fernandes.
Como a citação dá direito à resposta, Erika respondeu ao parlamentar usando seu tempo regimental.
— É muito impressionante a cara de pau, a desonestidade intelectual e o teatro de biruta de aeroporto que a extrema direita está protagonizando dentro deste plenário. O líder, o presidente do partido deles [Valdemar Costa Neto], foi à imprensa dizer que dariam o sangue pra não aprovar o fim da escala 6×1 e se hoje nós estamos votando 5×2 é porque eles obstruíram e impediram a votação do 4×3. Aí levaram uma lambada da classe trabalhadora, levaram uma lambada das forças sindicais, levaram uma lambada da sociedade e agora estão fazendo esse teatro, esse papelão, essa farsa — começou ela.
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Depois, em resposta ao deputado, afirmou:
— Humilhante é se tornar deputado ensinando na internet fazer depilação íntima. Isso que é humilhante.
Assista ao vídeo
Deputado de SC diz que governo “quer proibir a turma de trabalhar”
O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) também repercutiu nas redes sociais ao comentar a proposta de mudança na escala de trabalho 6×1. Em discurso, o parlamentar criticou a medida e afirmou que ela representa uma “proibição” ao trabalho formal no sexto dia da semana.
— Já começar de que a proposta veio do PT, Partido dos Trabalhadores, proibindo os outros de trabalhar, porque é isso que faz a proposta. Proibição do trabalho formal no sexto dia — declarou.
Na fala, Gilson Marques argumenta que a medida pode incentivar a informalidade e prejudicar trabalhadores que dependem de atividades extras para complementar a renda. Como exemplo, ele citou profissionais que atuam em shopping centers, salões de beleza ou lavando carros em dias adicionais para receber comissões.
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— Você aí, ainda que queira trabalhar no sexto dia, não vai poder, porque a lei está proibindo. Aquele cidadão que mora e trabalha no shopping, no salão de beleza, vai lavar carro, que vai ser comissionado e recebe um extra, não vai poder mais fazer isso informalmente — continuou ele.
O deputado também criticou políticos favoráveis à proposta, afirmando que eles estariam apresentando a mudança como um direito trabalhista, quando, segundo ele, se trataria de uma obrigação “imposta pela legislação”.
Apesar das críticas, Gilson Marques disse ser favorável à escala 5×2, desde que adotada de forma voluntária entre empregado e empregador.







