A proposta de fim da escala 6×1 com redução de jornada de trabalho tem despertado reações de empresários e políticos à medida em que chega à reta final de votação no Congresso. O assunto deve ser votado na Câmara dos Deputados entre esta quarta e quinta-feira
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O empresário catarinense Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, é uma das lideranças que engrossa o coro dos que são contra a proposta. Consultado pela reportagem do NSC Total via assessoria de imprensa, o empresário respondeu criticando a medida.
— O fim da escala 6×1 é um retrocesso para o Brasil. O brasileiro não quer trabalhar menos. O brasileiro quer ganhar mais, crescer na vida e dar uma condição melhor para a família — avaliou.
Hang, que atualmente emprega cerca de 23 mil funcionários, também comparou o caso brasileiro com os Estados Unidos, onde há contratação por hora.
— Nos Estados Unidos, por exemplo, é muito comum a contratação por hora. Se a pessoa quer trabalhar mais para ganhar mais, ela tem essa liberdade. Existe mais flexibilidade e menos burocracia. Aqui no Brasil, estamos indo no caminho contrário. Quando você reduz a jornada sem diminuir impostos e sem reduzir os custos de quem gera emprego, essa diferença vai parar em algum lugar — afirma.
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Veja linha do tempo das lojas Havan
Para o empresário da Havan, o eventual fim da escala 6×1 deve impactar a população em geral em forma de aumento de preços.
— No fim, quem paga essa conta é toda a população. O custo das operações aumenta, o preço dos produtos sobe e o consumidor passa a gastar ainda mais com o básico. Não existe milagre. Quando o custo aumenta para quem produz, aumenta também para quem compra — concluiu.
Fiesc também criticou possível fim da 6×1
O posicionamento de Luciano Hang segue linha semelhante da manifestação de entidades empresariais catarinenses. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) já se posicionou contrariamente ao fim da escala 6×1. Em um artigo publicado no site da entidade, o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirmou que o assunto estaria sendo “perigosamente contaminado por interesses eleitorais” e que a medida “ameaça a sustentabilidade dos negócios”.
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Nesta segunda-feira (25), após a divulgação das regras de transição, a entidade também divulgou posicionamento alegando que a entrada em vigor escalonada em apenas um ano seria mais um erro da proposta, por afetar o planejamento estratégico das empresas.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, 1 milhão de trabalhadores seria beneficiado com o fim da escala 6×1 em Santa Catarina, o equivalente a 44% do total de pessoas com emprego formal do Estado.








