nsc
dc

Olímpiadas

Duas medalhas e melhor desempenho: o balanço dos atletas catarinenses nas Olimpíadas

Pedro Barros e Rosamaria foram os dois de Santa Catarina no pódio em Tóquio

08/08/2021 - 11h00 - Atualizada em: 09/08/2021 - 06h49

Compartilhe

Guto
Por Guto Marchiori
Rosamaria posa com a medalha de prata junto do elenco do vôlei feminino
Rosamaria posa com a medalha de prata junto do elenco do vôlei feminino
(Foto: )

Após 19 dias de competição nas Olimpíadas de Tóquio 2020, os atletas de Santa Catarina fecharam com o melhor desempenho na história. No Japão, foram 15 participantes e duas medalhas de prata conquistadas: Pedro Barros (skate park) e Rosamaria Montibeller (vôlei feminino). 

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

Natural de Florianópolis, Pedro Barros, de 26 anos, foi para Tóquio como um dos favoritos em um dos esportes estreantes no programa olímpico. Desde 2016, ele acumulou pelo menos 12 títulos, entre eles o Campeonato Mundial da categoria park de 2018, em Nanjing, na China. A medalha de prata coroou a trajetória.

Rosamaria se transformou nas Olimpíadas em um dos principais nomes do vôlei feminino no país. Aos 27 anos, a atleta nascida em Nova Trento brilhou nas quartas de final contra o Comitê Olímpico Russo e na semifinal diante da Coreia do Sul. A prata foi o terceiro pódio dela pela seleção brasileira.

Pedro Barros morde a medalha conquistada em Tóquio
Pedro Barros morde a medalha conquistada em Tóquio
(Foto: )

O melhor desempenho de Santa Catarina em uma edição olímpica antes de Tóquio tinha sido em Atlanta 1996 com dois bronzes conquistados. As medalhas foram com o nadador Fernando Scherer, o Xuxa, de Florianópolis, e Ana Moser, natural de Blumenau, no vôlei.

Além deles, a lista inclui de catarinenses com medalhas olímpicas tem: Andréia dos Santos (a Maycon), prata no futebol feminino em Atenas 2004 e Pequim 2008; Tonho Gil, prata com o futebol masculino em Los Angeles 1984, e Valdo, prata no futebol em Seul 1988.

Outros catarinenses em Tóquio

Dos demais 13 catarinenses nas Olimpíadas de Tóquio 2020, o que esteve mais perto do pódio foi Darlan Romani, de Concórdia. Finalista no arremesso do peso, ele encerrou na quarta colocação e viralizou treinando em terreno baldio, além de cativar o público com declarações encantadoras à esposa e à filha.

Também no atletismo, Simone Ferraz (de Ponte Serrada), ficou fora da final nos 3.000m com obstáculos. O itajiense Rodrigo Nascimento foi outro que não passou das eliminatórias tanto nos 100m rasos quanto no revezamento 4x100m.

Darlan Romani terminou em quarto lugar no arremesso de peso
Darlan Romani terminou em quarto lugar no arremesso de peso
(Foto: )

No salto em distância, Eliane Martins (de Joinville) também não avançou à disputa por medalhas, enquanto que na marcha atlética 20km o blumenauense Matheus Corrêa foi o 46º colocado com o tempo de 2h31min47s.

Companheiras de Pedro Barros no skate park em Tóquio, Isadora Pacheco e Yndiara Asp, ambas de Florianópolis, tiveram resultados parecidos. Isa ficou fora da final e fechou na 10ª posição, enquanto que Yndi foi para a decisão e terminou em oitavo lugar.

Raquel Kochhann (de Saudades), capitã da seleção brasileira de rúgbi de 7, terminou na 11ª colocação. No futebol feminino, Júlia Bianchi (de Xaxerê) parou nas quarta de final.

No handebol, os blumenauenses Duda Amorim e Rudolph Hackbarth e Rangel da Rosa, de Seara, não passaram da primeira fase. Na ginástica rítmica, Beatriz Linhares, de Florianópolis, também ficou nas eliminatórias.

Leia mais:

Quanto vale uma medalha de ouro?

Corrida de bandeja? Veja esportes que brasileiros seriam medalha de ouro

Saiba se atletas olímpicos podem beber álcool e entenda mais sobre

O que é o gesto de protesto no pódio das Olimpíadas

Colunistas