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Lotação máxima

Hospital Regional do Oeste tem fila de espera para internação

Instituição solicita que a população só se direcione ao hospital em caso de extrema urgência

03/02/2021 - 12h18

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Maria Eduarda
Por Maria Eduarda Dalponte
Hospital tem apenas um leito de UTI pediátrica vago
Hospital tem apenas um leito de UTI pediátrica vago
(Foto: )

O Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó, registrou na manhã desta quarta-feira (3) sete pessoas na fila de espera por internação, nenhuma com Covid-19. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o número de pacientes aguardando muda bastante ao longo do dia.

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O HRO emitiu uma alerta de superlotação e solicitou à comunidade local e regional que procure atendimento nas unidades de saúde mais próximas de suas casas. Aos moradores de Chapecó, a recomendação foi buscar a rede básica. Os residentes dos municípios vizinhos devem evitar deslocamento para Chapecó, quando não se tratar de casos graves ou sem contato prévio com um médico assistente local e médico plantonista da regulação de leitos.

Reativação de leitos de UTI em Chapecó

Desde o começo da pandemia, as UTIs são habilitadas por meio de credenciamentos no Ministério da Saúde, que vencem a cada 60 ou 90 dias e precisam ser renovados. No segundo semestre de 2020, com a baixa ocupação dos leitos, seis UTIs foram desativadas no Hospital Regional do Oeste.

A Secretaria de Estado da Saúde vem cobrando as unidades para reativem esses leitos. Em dezembro, o governo do Estado injetou mais de R$ 30 milhões para que as UTIs não habilitadas pelo Ministério da Saúde pudessem ser ativadas com verba estadual. Mesmo assim, o Hospital Regional do Oeste ainda não tinha realizado a reativação. Se os seis leitos estivessem em pleno funcionamento, a ocupação das UTIs da região Grande Oeste estaria em 95,07%.

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As autoridades de Chapecó e o secretário estadual da Saúde tiveram reunião na terça-feira (02) e, segundo a prefeitura da cidade, cinco leitos serão reativados. Apesar de o HRO ter os equipamentos, faltam os profissionais. O município solicitou o quantitativo de cada categoria que será necessário e está aguardando o retorno do Hospital. 

A prefeitura informou que há uma lista de interesse e qualificação de profissionais capazes de trabalhar em UTI e que eles irão ajustas as demandas, para não descobrir o atendimento do município. Caso haja necessidade, a secretaria municipal da saúde afirma que buscará a ativação de mais leitos.

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Transferência de pacientes para outros hospitais

Na falta de leitos na região, é de responsabilidade dos hospitais transferir o paciente para onde tiver UTIs vagas de Covid-19. O deslocamento para outras regiões é realizado com as ambulâncias do município, caso seja um paciente não infectado pelo coronavírus. A transferência para leito de UTI é feita pela central de regulação, que viabiliza o leito disponível, enquanto o SAMU realiza o deslocamento.

*Com supervisão de Raquel Vieira

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