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Saúde

Hospital SOS Cárdio fecha pronto atendimento por lotação com casos de Covid-19

Instituições da Capital limitam acesso de novos pacientes a áreas de emergência após atingirem limite de atendimento e de internações

09/03/2021 - 12h25 - Atualizada em: 09/03/2021 - 12h30

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Por Jean Laurindo
Lotação de internações em UTIs e nos espaços de atendimento motivam decisões dos hospitais da Grande Florianópolis
Lotação de internações em UTIs e nos espaços de atendimento motivam decisões dos hospitais da Grande Florianópolis
(Foto: )

O Hospital SOS Cárdio, de Florianópolis, fechou o serviço de pronto atendimento para novos pacientes por causa da lotação com pacientes de Covid-19. A unidade informou em nota nesta terça-feira (9) que esgotou todas as possibilidades de atendimento no pronto atendimento, UTI e ala de internação.

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Na nota, o SOS Cárdio informou que o pronto atendimento será dedicado a pacientes que já estão em atendimento, “não sendo possíveis novas admissões, uma vez que não há recursos disponíveis para manutenção da unidade para receber novos pacientes, assim como não há disponibilidade de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva para internação, caso seja necessário”, segundo um trecho do texto.

Na noite de segunda-feira (8), outro hospital particular de Florianópolis, o Baía Sul, também reduziu atendimentos por alcançar o limite da capacidade de atendimento. Em nota, a instituição informou que os atendimentos serão priorizados para os casos de maior gravidade, com os casos menos graves sendo orientados “para seguimento domiciliar”. O Baía Sul tem capacidade máxima de 90 leitos após a readequação da estrutura para atendimento de casos de Covid-19.

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Hospital de Caridade também restringe atendimentos

Situação semelhante ocorre no Imperial Hospital de Caridade, também na Capital. A instituição informou na noite de segunda-feira (8) que atingiu o “limite máximo de segurança para o atendimento de pacientes” e também a capacidade máxima de internação de pacientes com Covid-19.

Por conta disso, o Hospital de Caridade também adota a partir desta terça a política de priorizar casos mais graves no pronto atendimento, com encaminhamento dos casos de menor gravidade para tratamento domiciliar.

Segundo o último boletim divulgado pelo governo do Estado, Santa Catarina tinha 99,16% de ocupação de leitos de UTI. Na prática, no entanto, SC enfrenta uma situação de lotação nas vagas de terapia intensiva, com transferência de pacientes para o Espírito Santo e mais de 300 pessoas na fila de espera por UTI.

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