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Fast fashion

Indústria da moda cresce e impulsiona retomada econômica

Produção de roupas dobrou nos últimos 15 anos, demandando um consumo mais cíclico, desde o processo de produção até o descarte das peças

01/12/2021 - 17h06

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Tendência é que a moda torne-se cíclica, não finita
Tendência é que a moda torne-se cíclica, não finita
(Foto: )

O fast fashion desenha, fabrica e vende roupas, em grande escala, vindo na contramão da moda não inclusiva. O conceito, que surgiu na década de 1990, se popularizou com o crescimento das lojas de departamentos e shopping centers, destinados a atender uma alta demanda por consumo.

A indústria da moda é um dos segmentos de maior faturamento global, cresce em média 11,4% ao ano e tem expectativa de faturamento de até US $1 trilhão para 2025.

Dados da Fundação Ellen McArthur apontam que a produção de roupas dobrou nos últimos 15 anos. Essa alta vem sendo impulsionada pelo crescimento da classe média em todo o mundo e pela alta das vendas per capita nos países desenvolvidos. O crescimento estimado de 400% no PIB global até 2050 implicará uma demanda ainda maior por vestuário.

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Apesar de fomentar empregos e gerar alta rentabilidade com a venda de produtos, para se manter ativo, o fast fashion precisa refletir sobre os impactos que o consumo exacerbado e o despojo desses itens podem causar ao meio ambiente, já que, neste modelo, as peças são fabricadas, utilizadas e descartadas constantemente e com muita rapidez.

Um estudo revelou que solucionar os problemas ambientais criados pela indústria da moda proporcionaria um ganho de US$ 192 bilhões para a economia global até 2030. Assim, a moda se torna cíclica, e não finita.

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Ter consciência a respeito dos processos, desde a matéria-prima até o destino final das peças depois que utilizadas, é fundamental para combater danos sociais, ambientais e evitar que a moda seja algo descartável.

Retomada de compras em lojas físicas

Um dos mais afetados pela crise causada pela pandemia do coronavírus, o setor de varejo e consumo vem se recuperando bem e dando sinais de retomada e indicando uma perspectiva de estabilidade para 2022. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) demonstram que apesar das adversidades, o faturamento dos shoppings deve fechar o ano com crescimento de 50% em relação a 2020 – cerca de R$ 200 bilhões em receita.

Shopping centers esperam, ainda, recuperar até o fim de 2022 os mais de 110 mil empregos perdidos durante a pandemia, causados pelo fechamento de quase 12 mil lojas. Para que o objetivo seja alcançado, o setor enfrenta também o desafio de buscar alternativas para atrair os consumidores com estratégias e inovações nos meios de venda. Um exemplo é o drive-thru: ao menos 20% dos shopping centers do país adotaram essa alternativa para alavancar o consumo.

Investir em abordagem digital e estimular a digitalização dos lojistas, implantando plataformas virtuais no formato marketplace, deve ser a principal prioridade. O delivery e as vendas por meio de drive-thru são alternativas que podem ser mantidas.

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Práticas relacionadas à diversidade e inclusão também podem ser adotadas. As projeções para os próximos anos mostram que, caso não haja mais restrições relacionadas à pandemia em 2022, o varejo deverá se manter resiliente e continuar crescendo entre dois e três pontos porcentuais acima do PIB. A expectativa é de que a demanda do próximo ano supere os resultados obtidos em 2019.

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