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Prisão preventiva

Marido de Gabriella Custódio Silva se entrega à polícia em Joinville

Leonardo Nathan Chaves Martins teve prisão preventiva decretada na quinta-feira e chegou à Delegacia de Homicídios nesta tarde

09/08/2019 - 14h57 - Atualizada em: 09/08/2019 - 20h00

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Luan
Por Luan Martendal
Leonardo Natan Chaves Martins é levado para exame de corpo delito no IML
Leonardo Natan Chaves Martins é levado para exame de corpo delito no IML
(Foto: )

Leonardo Nathan Chaves Martins, 21 anos, suspeito da morte da jovem Gabriella Custódio Silva se apresentou à polícia no início da tarde desta sexta-feira (9), depois de ter mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Santa Catarina na noite da última quinta-feira em Joinville. Ele chegou à Delegacia de Homicídios (DH) de Joinville por volta das 14 horas, acompanhado de três advogados de defesa.

O pedido de prisão preventiva foi expedido pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski, da Vara do Tribunal do Júri. Na manhã desta sexta-feira, já havia grande mobilização na delegacia que investiga o caso, porém o delegado responsável pela investigação, Eliezer Bertinotti, e a defesa do suspeito não quiseram revelar nenhuma informação sobre o caso. No entanto, o jovem chegou à DH nesta tarde junto dos advogados que o representam para cumprir o mandado de prisão preventiva.

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Em depoimento dado à polícia, Leonardo havia confessado ter atirado contra a esposa no último dia 23 de julho, mas afirma que o disparo foi acidental. O tiro atingiu o lado direito do peito de Gabriella, que morreu momentos depois. A Polícia Civil entende que o caso foi de feminicídio.

Leonardo seguiu os procedimentos legais na Delegacia de Homicídios e, perto das 15 horas, foi levado com as mãos algemadas para exame de corpo delito no Instituo Médico Legal (IML). Mais tarde, será encaminhado para o Presídio Regional de Joinville.

Ainda nesta sexta-feira a defesa de Leonardo irá até o Fórum de Joinville com objetivo de ter acesso a decisão que decretou a prisão dele,

— Iremos ainda hoje, com todos os mecanismos legais, assegurar que ele responda esse processo em liberdade, como ocorria até o momento. O Leonardo compareceu em todos os atos intimados, em momento algum ele se esquivou, e hoje foi mais uma prova disso — apontou

Suspeito da morte de Gabriella Custódio Silva é levado para corpo delito no IML de Joinville
Suspeito da morte de Gabriella Custódio Silva é levado para corpo delito no IML de Joinville
(Foto: )

Advogados de defesa reforçam versão de que tiro foi acidental

A chegada de Leonardo à DH foi registrada por equipes de reportagem da NSC Comunicação. Logo depois, dois dos advogados de Leonardo falaram rapidamente com a imprensa: Jonathan Moreira dos Santos e Pedro Wellington Alves da Silva. A defesa reforçou novamente a versão de que o disparo foi acidental e afirmou que isso será provado futuramente na Justiça.

— Ele está colaborando (com as investigações) e veio para se entregar. Ele não cometeu crime, o disparo foi acidental e nós trabalhamos — com essa defesa — desde o inicio. basicamente as questões do que vai acontecer daqui para a frente estão restritas ao inquérito policial, ao qual ainda não tivemos o acesso completo. A prisão foi cumprida e agora a tratativa será no Fórum — diz o advogado Jonathan Moreira dos Santos — afirmou Jonathan Santos.

— Ele esta tranquilo e prontamente (ao saber do mandado), quis colaborar. Nos disse "eu não devo nada, o que aconteceu foi um acidente, então eu vou me entregar e a Justiça vai fazer o restante" — continuou Jonathan.

Ainda conforme a defesa, sobre a informação de que Leonardo não teria colaborado com a indicação do local do descarte da arma usada no dia da morte de Gabriella, o rapaz não escondeu onde o objeto estaria.

— Nas verdade o Leonardo e seu pai (Leosmar Martins), desde o primeiro momento relataram que tinham jogado a arma no Canal do Linguado. Então no entendimento da defesa, não havia necessidade de ir até o local. Ele se apresentou voluntariamente duas vezes, se apresentou para realizar a reconstituição no local dos fatos e se apresenta na data de hoje para dar cumprimento ao seu mandado de prisão. O único ponto que ele não teria se disposto a ir, foi por orientação da defesa. Tanto ele quanto o pai, por eles, até queriam ir até lá, mas a defesa orientou que isso não fosse feito, porque essa é uma acusação que pesa contra o Leosmar, afinal de contas o pai que adquiriu e se desfez da arma, ele vai responder por esse fato. Então a defesa técnica deu essa orientação nesse sentido — aponta Pedro Silva.

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Em nota, a defesa disse que Leonardo se apresentou espontaneamente à delegacia. Leia a nota na íntegra:

"A defesa de Leonardo Natan Chaves Martins informa que nesta sexta-feira (09), seu cliente foi apresentado espontaneamente à delegacia de homicídios, tendo em vista que Leonardo teve sua prisão decretada pela Justiça.

Nos cabe informar, que a prisão foi decretada a pedido da autoridade policial responsável pelo inquérito. Contudo, nós advogados, embora respeitemos a decisão, em absoluto não concordamos com a medida extrema e entraremos com todos os recursos cabíveis para assegurar a liberdade de nosso cliente, eis que este possui o direito de responder o processo em liberdade.

Por fim, cumpre destacar que Leonardo compareceu a todos os atos e diligências policiais ao qual fora chamado, inclusive o último de comparecer perante a autoridade policial para que esta desse cumprimento ao mandado de prisão. Assim, resta mais que demonstrado que Leonardo não representa nenhum perigo à sociedade e pretende colaborar com o desfecho deste triste caso."

Relembre o caso

Gabriella Custódio Silva morreu em 23 de julho em Joinville vítima de um disparo de arma de fogo
Gabriella Custódio Silva morreu em 23 de julho em Joinville vítima de um disparo de arma de fogo
(Foto: )

Gabriella Custódio Silva foi morta com um tiro por volta das 17h30 do dia 23 de julho na rua Arno Krelling, no Distrito de Pirabeiraba, na zona Norte de Joinville. Gabriella teria sido atingida por um disparo de arma de fogo dentro de casa, colocada no porta-malas de um Chevrolet Captiva e levada ao Hospital Bethesda.

Após deixá-la no hospital, Leonardo Nathan fugiu do local. A partir da placa do veículo foi descoberto que o proprietário era o marido da vítima. Os policiais foram até o endereço registrado e não o encontraram.

Quando os policiais estavam realizando buscas, a Captiva passou pela rua com duas pessoas. O motorista informou que o veículo havia sido deixado na casa de um amigo e, posteriormente, descobriram que o carro estava envolvido no crime. Por isso, estavam o levando à casa do proprietário, quem eles conheciam.

A Polícia Militar conduziu as duas pessoas até a Delegacia de Polícia para prestarem depoimento. Leonardo teria deixado Gabriella no hospital já sem vida.

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