A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou, em uma rede social, a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (24). No mesmo texto, Michelle ainda mandou uma “indireta” em relação a reações de outras pessoas sobre a autorização, sem citar nomes, pedindo para que lembrem que “quem está longe de casa, longe da filha menor de idade e distante do próprio lar é ele”, mencionando Bolsonaro.
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Michelle também publicou duas fotos que, segundo ela, foram tiradas no dia 15 de abril de 2025, quando o ex-presidente passou por uma cirurgia de 12 horas em Brasília, para tratar uma “suboclusão intestinal”. Nas fotos, ele aparece com uma sonda, com Michelle realizando uma massagem nos pés do marido.
A prisão domiciliar temporária para o ex-presidente Jair Bolsonaro foi concedida por 90 dias pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Após esse período, o ministro vai reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.
Entenda o estado de saúde de Bolsonaro
No texto desta terça, a ex-primeira-dama afirmou que celebra “as pequenas vitórias” e não se detém “nos detalhes do processo.
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“Sou esposa e mãe, e clamei muito a Deus para que nos ajudasse, para que ele pudesse ir para casa e receber o cuidado necessário. O amanhã pertence a Deus. A justiça e o juízo estão nas mãos Dele. Seguirei cuidando do meu marido, como sempre fiz, com amor, resiliência, dedicação e fé”, escreveu.
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O que dizem as indiretas
As “indiretas” sobre as reações à prisão domiciliar podem ter sido destinadas aos filhos do ex-presidente, que criticaram a decisão. Carlos Bolsonaro, por exemplo, disse que estava “extremamente aliviado” com a autorização, mas que isso não pode ser tratado como “justiça” e “nem celebrado como tal”. Já Flávio Bolsonaro descreveu como “exótica” e “contraditória” a decisão e criticou as condições em que o pai permaneceu preso na sede da Polícia Federal.
Bolsonaro está internado há 11 dias
Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março, quando passou mal e foi diagnosticado com pneumonia. Nesta segunda-feira (23), ele recebeu alta da Unidade de Tratamento Intesiva (UTI) e foi transferido para o quarto do hospital.
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De acordo com o último boletim médico, divulgado nesta terça-feira, Bolsonaro “segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, diz trecho do boletim.
Quando o Bolsonaro irá para a prisão domiciliar
Bolsonaro cumpria a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, atualmente, na Papudinha, também em Brasília, mas precisou ser internado no dia 13 de fevereiro depois de passar mal. Desde então, ele permaneceu até esta segunda-feira (23) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de uma pneumonia.
O último boletim médico foi divulgado nesta terça-feira, e afirmou que o ex-presidente apresentou melhora clínica. “No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, diz trecho do boletim.
Como foi o pedido de prisão domiciliar
O pedido da defesa de Bolsonaro foi protocolado ao ministro Moraes no dia 17 de março. No documento, a defesa cita o relatório médico do ex-presidente, que aponta para a possibilidade de novos episódios como os que levaram à internação na sexta-feira.
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Os advogados afirmam que a estrutura na Papudinha é considerada boa, mas que Bolsonaro está frágil do ponto de vista clínico.
“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, afirmou a defesa no pedido.








