Em uma carta, um dos investigados no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, após um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, no início do mês de junho, aponta novos nomes que podem ter retirado a câmera GoPro que gravou a queda fatal de 40 metros da jovem. A carta foi enviada à Polícia Civil, que investiga a possível ocultação de provas.
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O investigado João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva é um dos colaboradores da empresa Entre Cordas, responsável pelo salto de Maria Eduarda. Segundo ele, o equipamento pode ter sido levado para o topo da ponte logo depois da queda da jovem.
O homem, que era o principal suspeito de “sumir” com a câmera e foi solto da prisão na quinta-feira (8) por não ter elementos suficientes na investigação, citou o nome de três pessoas que podem ter pegado a câmera, com base no que lembra ter visto no dia da queda, em 13 de junho.
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“Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte: Kauê porque desceu muito rápido, não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. Gustavinho porque ele estava embaixo e a Evelyne pediu para ele subir para a parte de cima da ponte por radio”, escreveu o suspeito na carta.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil também informou que não considera mais o instrutor suspeito de ter retirado a câmera que acompanhava a jovem no momento do salto quando ela já estava caída. Isso porque, segundo testemunhas, a pessoa que retirou a câmera tinha cabelos escuros, enquanto João possui os fios tingidos de “loiro muito claro”
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João mencionou que ouviu Evelyne, uma das responsáveis pela organização do evento, orientar Kauê Felipe Silva Silveira a “sumir com a câmera”. Os dois estão presos.
Entenda como deveria ter sido feito o salto de rope jump
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Evelyne era vista como “CEO” do grupo
Conforme o inquérito, a mulher era vista como a CEO do grupo responsável pelos saltos. Ela recepcionava, cadastrava os participantes e assinava termos de responsabilidade. Além disso, Evelyne entrega as fichas de ordem numérica e fazia a gestão das redes sociais.
“Os elementos colhidos demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade, participando da definição de aspectos logísticos do evento, administração dos participantes, divulgação da atividade e manutenção da estrutura operacional necessária para sua execução”, apontou a polícia.
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Por que câmera é considerada essencial para investigação?
Todos os participantes do salto que gostariam de gravar utilizavam uma câmera de ação, serviço este que era cobrado a parte. A câmera de Maria Eduarda, no entanto, não foi encontrada.
O equipamento pode ajudar as autoridades a entenderem o que aconteceu antes do salto, quando o equipamento é colocado, e durante a atividade esportiva, já na queda.
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Salto fatal de jovem foi gravado pelo celular da própria vítima
A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi gravada pelo próprio celular da jovem. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.
O vídeo foi obtido pelo Fantástico e mostra o momento que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.
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Outros registros do momento do salto em ângulos diferentes já tinham sido divulgados anteriormente. Este vídeo, no entanto, foi registrado no próprio celular de Maria Eduarda e ainda não havia sido divulgado.
Veja o vídeo
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