“Nunca presenciei uma situação dessas”, diz delegado sobre estupro no Centro de Joinville

Segundo a polícia, furtos são mais comuns na área central da cidade do que crimes como abusos sexuais

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Furtos são mais comuns no Centro de Joinville do que outros crimes (Foto: arquivo pessoal)

O estupro cometido dentro de uma loja no Centro de Joinville na última quinta-feira (22) chama a atenção da polícia não só pela forma como aconteceu, mas também por outras circunstâncias, como o horário e o local. A jovem estava sozinha na loja onde trabalha quando o suspeito apareceu no início da tarde utilizando-se do pretexto de evangelização antes de manipulá-la e cometer o crime. 

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Segundo as polícias Militar e Civil, apesar de a cidade registrar esse tipo de ocorrência, Joinville não costuma ter casos frequentes de abusos sexuais no Centro ou em regiões com mais fluxos de pessoas.

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– É uma situação muito rara. Eu nunca presenciei uma situação análoga a essa. Todo o contexto, a forma como ele (o agressor) utilizou para cometer o crime… É uma situação bem peculiar, de fato – comenta o delegado Pedro Alves. 

Segundo Pedro, há um número elevado de casos de violência sexual na Comarca de Joinville. No entanto, os crimes costumam acontecer em ambiente familiar e são praticados, principalmente, por pessoas próximas à vítima. 

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– Eles se aproveitam da questão da vulnerabilidade, do acesso mais fácil à vítima e de todo o contexto doméstico que facilita esse tipo de crime – acrescenta. 

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No caso registrado na última quinta dentro da loja na região central, a mulher de 24 anos estava sozinha no estabelecimento em que trabalha quando o homem entrou no local. A Polícia Civil informou que foi possível ver ele fazer uma espécie de “ritual” com ela.

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– O fato foi atípico, dentro de uma loja. A metodologia que possivelmente o agressor tenha adotado, caso seja confirmada, até facilitaria a prática dentro desse tipo de ambiente, até para não gerar qualquer tipo de suspeita – completa o capitão Celso da Polícia Militar. 

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Furtos são os crimes mais comuns no Centro 

Segundo a PM, as lojas e outros estabelecimentos no Centro do município costumam registrar mais casos de furtos e roubos do que crimes relacionados à violência contra a mulher, principalmente abusos sexuais. 

A polícia ainda reforça que, diante de situações de violência doméstica ou contra a mulher, os familiares têm medo de acionar a polícia.

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– A gente solicita que sempre acione a polícia o quanto antes. Isso facilita nas buscas. Essa agilidade foi determinante para a captura dele – pontua. 

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Já com relação ao sugestionamento mental cometido antes do abuso, a polícia orienta à preservação de contato próximo a pessoas desconhecidas. 

– Ainda é superficial confirmar qual foi a técnica por ele empregada, mas para evitar esse tipo de situação acredito que seja se preservando durante conversas com pessoas desconhecidas, evitar o contato muito próximo com esse tipo de pessoa – sugere o delegado Pedro Alves. 

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Caso aconteceu à luz do dia

O caso em Joinville aconteceu por volta do meio-dia, em um loja na rua João Colin, no Centro. A jovem de 24 anos estava sozinha no estabelecimento em que trabalha quando o homem entrou no local, vestido com roupa social e mochila.

Pelas imagens gravadas pela câmera de segurança, a Polícia Civil informou que foi possível ver ele fazer uma espécie de “ritual” com ela.

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Ele foi encontrado mais tarde ao entrar em um hotel próximo da rodoviária, no bairro Anita Garibaldi. Ele estava com as mesmas roupas usadas dentro da loja onde ocorreu o crime. Ele foi preso pela Polícia Militar e levado para a delegacia.