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    Investigação

    "Parecia uma boneca, imóvel", diz delegada sobre estupro no Centro de Joinville

    Polícia investiga suspeita de "hipnose" ou outro procedimento que fizeram a vítima não mostrar resistência, situação registrada pela câmera de segurança

    23/10/2020 - 11h09 - Atualizada em: 25/10/2020 - 08h36

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    Patrícia
    Por Patrícia Della Justina
    Hassan
    Por Hassan Farias
    foto mostra ambulância do Samu
    Vítima do estupro no Centro foi levada para o Hospital Regional de Joinville pelo Samu
    (Foto: )

    A vítima do estupro no Centro de Joinville na tarde de quinta-feira (22) contou à polícia que o autor do crime entrou na loja em que ela trabalha afirmando que fazia um trabalho de evangelização. A jovem prestou depoimento ainda na noite de quinta-feira, depois de ser levada para o Hospital Regional Hans Dieter Schmitd. A polícia investiga que tipo de procedimento ele realizou com a jovem, já que as imagens mostram que ela não conseguiu oferecer nenhum tipo de resistência ao crime.

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    Segundo a delegada Cláudia Lopes Gonzaga, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) de Joinville, o homem teria empreendido algum tipo de ritual, mas não é possível afirmar se foi a técnica de hipnose.

    — Ela escrevia três frases no papel, ele fazia algumas coisas, alguns movimentos. Em seguida, [ocorre] a entrega do valor em dinheiro e, posteriormente, ele pratica o ato sexual com ela — explica a delegada após ivestigação por meio das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento. 

    A delegada afirma ainda que a vítima estava completamente imóvel durante o ato, "como se fosse uma boneca". Além da análise das imagens e coleta do depoimento da vítima, também foi realizado o exame pericial. 

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    Conforme o delegado Pedro Alves, a mulher estava extremamente abalada e chorou diversas vezes durante o depoimento. Pelas imagens registradas na câmera de segurança, foi possível perceber que ela estava sendo manipulada pelo agressor. As imagens ainda mostram o desespero dela ao tentar ligar para o marido após o crime.

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    A Polícia Militar foi acionada pelo marido da vítima. Ela estava em estado de choque no local de trabalho. Ainda segundo a PM, ela apresentava sinais claros de que teria sofrido a violência, como asco do próprio corpo.  

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    Caso aconteceu à luz do dia 

    O caso em Joinville aconteceu por volta do meio-dia, em um loja na rua João Colin, no Centro. A jovem de 24 anos estava sozinha no estabelecimento em que trabalha quando o homem entrou no local, vestido com roupa social e mochila.

    Pelas imagens gravadas pela câmera de segurança, a Polícia Civil informou que foi possível ver ele fazer uma espécie de "ritual" com ela. Ele foi encontrado mais tarde ao entrar em um hotel próximo da rodoviária, no bairro Anita Garibaldi. Ele estava com as mesmas roupas usadas dentro da loja onde ocorreu o crime. Ele foi preso pela Polícia Militar e levado para a delegacia.

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