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Pandemia

Quarta onda da Covid está sendo vivenciada no mundo, afirma diretora da OMS

A baixa taxa de vacinação, conforme informou Mariângela Simão, é uma das causas

23/11/2021 - 14h57

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Redação
Por Redação DC
Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose
Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose
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A diretora-geral adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, disse, nesta terça-feira (23), que o mundo está entrando em uma quarta onda da Covid-19. As informações são da Agência Brasil.

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- Estamos vendo a ressurgência de casos de Covid-19 na Europa. Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E isso que há subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia - disse. 

O vírus, conforme informou, está evoluindo com variantes mais transmissíveis. Os novos picos na Europa, segundo a diretora, acontece devido à flexibilização das medidas de prevenção e distanciamento 

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- O aumento da cobertura vacinal não influencia na higiene pessoal, mas tem associação com diminuição do uso de máscaras e distanciamento social. Além disso, há desinformação, mensagens contraditórias que são responsáveis por matar pessoas - pontuou. 

Vacina

De acordo com a diretora da OMS, a desigualdade no acesso às vacinas é um dos motivos pelo qual o mundo está passando por uma nova onda. 

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- Foram aplicadas mais de 7,5 bilhões de doses. Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose. Um dos fatores foi o fato de os produtores terem feito acordos bilaterais com países de alta renda e não estarem privilegiando vacinas para países de baixa renda - disse. 

Futuro da pandemia

Uma série de fatores vão influenciar no fim da pandemia, de acordo com Mariângela: imunidade populacional, acesso a medicamentos, comportamento das variantes e medidas sociais de saúde pública. 

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- Onde medidas de saúde pública são usadas de forma inconsistente os surtos continuarão a ocorrer em populações suscetíveisa - afirmou.

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