SC mantém vacinação de adolescentes contra Covid e rejeita orientação do Ministério da Saúde

Decisão foi tomada após reunião da CIB na tarde desta quinta-feira (16)

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Aplicação das doses deve continuar em Santa Catarina, mesmo após recomendação do Ministério da Saúde (Foto: Folhapress)

Santa Catarina vai continuar a vacinação contra a Covid-19 de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades, mesmo após a recomendação do Ministério da Saúde para que a aplicação fosse suspensa. A decisão ocorreu após reunião com membros da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) na tarde desta quinta-feira (16). 

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Durante a reunião, o grupo alegou ser contra a decisão do MS. Em um documento enviado aos Estados, o MS diz que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendou a vacinação para os adolescentes e que a maioria apresenta bons quadros de evolução do vírus.

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Porém, os membros da CIB, criticaram a decisão, alegando que é preciso avançar na imunização dos catarinenses. 

— Todos os grupos são importantes. Por isso, temos que continuar a vacinação de todos os adolescentes — disse o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cossems/SC), Daisson Trevisol. 

Os membros da CIB também levantaram durante o encontro o receio de que o Estado deixe de receber do Ministério da Saúde as doses necessárias para aplicação da faixa etária. Por isso, o grupo deve enviar um documento a Brasília pedindo para que a pasta reveja a decisão.

As prefeituras de Florianópolis, Joinville e Blumenau alegaram, por meio de assessoria, que devem seguir a decisão da CIB e continuar a aplicação das doses. 

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SC decide antecipar aplicação da Pfizer 

Na reunião, a CIB também decidiu por antecipar a aplicação da segunda dose da Pfizer em Santa Catarina. Agora, o prazo será de oito semanas e não 12, como estava sendo feito.

Para isso, cerca de 300 mil vacinas serão enviadas aos municípios pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) nas próximas duas semanas. 

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Em relação à Astrazeneca, o Estado também afirma que, se não receber novas remessas, poderá ter falta de vacinas para a segunda dose. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, há estoque suficiente até o dia 23 de setembro.

— Não temos doses suficientes para a semana que vem. Precisamos de pelos menos 180 mil vacinas para garantir a D2 — pontua. 

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