O serial killer de Curitiba que matou homossexuais virou tema do Linha Direta, da TV Globo, no quinto episódio do programa. O homem ficou conhecido como assassino em série após diversas e as investigações apontam que tudo começou com o assassinato de um professor em Santa Catarina. Relembre como os crimes aconteciam e saiba como o serial killer tornou-se o caso retratado na restituição deste 1º de junho.

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José Tiago Correia Soroka é o nome do serial killer de homossexuais. O homem nasceu em Palmas, no Paraná, mas cresceu em Santa Catarina, em Abelardo Luz. Inclusive, o assassinato do professor na cidade catarinense teria sido o início de toda a sua trajetória de crimes. A vítima do serial killer era Robson Paim, de 36 anos.

O corpo do professor de Santa Catarina foi encontrado no dia 17 de abril de 2021, após o pai e uma tia estranharem o fato dele ficar um dia inteiro sem mandar notícias. Segundo a denúncia, a vítima foi estrangulada até a morte com a alça de uma bolsa de couro.

A vítima catarinense do serial killer era professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e doutorando em Geografia na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Além de Robsom, o assassino em série teria matado mais dois homens, desta vez no Paraná. Foram as semelhanças entre esses três assassinatos que despertaram as investigações policiais sobre Soroka.

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Como o seria killer de Curitiba encontrava as vítimas?

O serial killer de Curitiba, assim como outros assassinos em série, possuía uma metodologia própria para os crimes. Tudo começava nos aplicativos de relacionamento, como Tinder ou Grindr, onde ele e as vítimas trocavam mensagens. O encontro era marcado na casa dos alvos que Soroka escolhia através da plataforma.

Quando chegava no encontro, o serial killer surpreendia os alvos da mesma forma: com um “mata-leão” para imobilizar e sufocar as vítimas. Outro ponto de semelhança em todos os casos era o dia da semana: os assassinatos ocorriam sempre nas terças-feiras. E o perfil das vítimas era também o mesmo: homens, jovens e homossexuais.

Quem eram as vítimas do serial killer?

As vítimas já identificadas do serial killer de homossexuais são:

  • Robson Paim, professor de SC;
  • David Levisio, enfermeiro no PR;
  • Marcos da Fonseca, estudante de medicina.

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No caso do professor catarinense, o primeiro a ser morto, a metodologia do encontro foi diferente. De acordo com as investigações, Soroka e Robsom teriam se cruzado em um parque da pequena cidade catarinense de Abelardo Luz. Após a troca de telefones, o encontro foi marcado. Desta vez, portanto, os aplicativos não teriam sido a forma de atrair a vítima.

Já os alvos em Curitiba foram escolhidos pelo próprio serial killer por meio dos aplicativos. O enfermeiro David Levisio, de 28 anos e o estudante de medicina, Marcos da Fonseca, de 25 anos, foram mortos após Soroka adicioná-los e marcar “dates” com ambos. O primeiro foi morto em 27 de abril e o segundo em 4 de maio. Os dois moravam sozinhos.

Por que o serial killer escolhia matar homessexuais?

O Linha Direta sobre o serial killer de homossexuais mostra depoimentos de familiares das vítimas, de testemunhas que conseguiram escapar do assassino, e do psicólogo e perito criminal, Guilherme Bertassoni da Silva. O obejtivo dessa reconstituição é traçar um perfil sobre o psicopata e reforçar a tese de que Soroka agiu motivado por homofobia.

A versão de assassinato motivado por homofobia é uma tese que a defesa do serial killer busca descontruir. Isto porque, nos depoimentos, o assassino narra que a intenção era “apenas” roubar os homens. As mortes teriam acontecido em legítima defesa ou como consequência da resistência das vítimas. O serial killer negou ter cometido o crime por homofobia e disse não sentir atração por homens e ser bissexual — como constava em uma de suas redes sociais —. A informação, segundo ele, era uma isca para as vítimas

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Mas, mesmo sozinho no apartamento das vítimas, o serial killer teria levado apenas alguns pertences, como notebooks, celulares, e o carro de um dos mortos. Para a polícia ele disse que usava o dinheiro da venda dos pertences das vítimas para comprar drogas.

A condenação de Soroka recebeu o agravante da homofobia e ele foi condenado a mais de 100 anos de prisão. Desde 2019, o crime de homofobia é imprescritível e inafiançável no Brasil. No ano passado, 273 pessoas LGBTQIAP+ sofreram mortes violentas no Brasil, o que classifica o país como um dos mais violentos do mundo contra essa comunidade.

Saiba mais sobre o retorno do Linha Direta em 2023

Para quem não lembra, o Linha Direta já foi um grande sucesso da grade da Globo. Entre os anos de 1990 e 2000 – ou seja, durante uma década – o reality que mistura realidade com encenação de crimes reais ficou entre os líderes de audiência. Além disso, o Linha Direta é considerado um pioneiro do gênero “true crime” – na tradução livre, crime verdadeiro – dentro da televisão brasileira.

A ideia por trás de cada edição do Linha Direta é distinta da primeira versão. A cada quinta-feira, o programa irá abordar diferentes temas e crimes. A estreia do Linha Direta, por exemplo, abordará o caso Eloá como um feminicídio, embora o crime nem existisse na época.

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O tipo de homicídio, que é o assassinato de uma mulher resultante de violência doméstica ou discriminação de gênero, foi promulgado por Lei somente em 2015. Violência contra criança, LGBTfobia, crimes na internet e racismo serão outros assuntos para os episódios temáticos.

Horário do Linha Direta sobre o serial killer

A Globo preservou o dia e horário em que o Linha Direta era exibido nas décadas de 1990 e 2000. O horário do Linha Direta será às 23h, nas quintas-feiras.

Na programação da Globo ele é descrito como um “conteúdo investigativo que se une à uma estrutura narrativa que combina apresentação, reportagem, entrevistas e simulações de casos que ganharam destaque na sociedade brasileira”. A exibição será após o Cine Holliúdy.

Relembre os episódios do Linha Direta em 2023

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