A Polícia Civil de Santa Catarina ouviu, nesta quinta-feira (9), Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, um dos principal suspeitos de envolvimento na morte de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, que foi encontrado morto dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, ainda em 2025. De acordo com a delegado de Homicídios da Capital, Alex Bonfim, Matheus negou qualquer envolvimento com o crime.

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Alberto e o investigado eram de Laranjal Paulista, cidade do interior de São Paulo, segundo a Polícia Civil. Em Florianópolis, Alberto e o suspeito eram vizinhos no Norte da Ilha, morando na mesma pousada que a corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, encontrada morta e esquartejada no início de março deste ano após passar mais de uma semana desaparecida. Matheus também é suspeito pela morte da corretora.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi ouvido na Cadeia Pública de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde está preso desde o dia 13 de março, quando tentava fugir durante as investigações pela morte da corretora Luciani. Em depoimento, Matheus afirmou que conhecia Alberto “apenas de vista”.

Conforme o delegado, ainda há diversos pontos devem ser analisados que “poderão auxiliar no esclarecimento dos fatos”, assim como laudos periciais e dados que devem ser usados ao longo da investigação.

A defesa de Matheus não foi localizada pela reportagem do NSC Total. O espaço segue em aberto.

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Alberto foi encontrado dentro de uma mala

Alberto estava desaparecido desde dezembro de 2025, quando teve o corpo encontrado dentro de uma mala no dia 28 do mesmo mês. O sumiço dele não havia sido registrado pela família, natural de São Paulo, já que Alberto e os familiares não tinham contato próximo há algum tempo.

A identificação do jovem na mala levou tempo porque não houve correspondência com registros de pessoas desaparecidas e, por consequência, nenhum reconhecimento de familiares ou pessoas próximas. No entanto, ainda em março, policiais conseguiram informações e uma foto de Alberto com moradores antigos da pousada, o que fez com que fosse possível avançar na identificação.

O investigado pela morte de Luciani e, também, pela morte de Alberto, estava foragido desde 2022 por ser suspeito de matar a tiros o dono de uma padaria em Laranjal Paulista. O homem tinha 65 anos e foi baleado na cabeça enquanto abria o estabelecimento.

Depois do crime, ele fugiu usando um transporte e adotou o nome falso “John Ricce”. Atualmente, ele morava na mesma pousada que Luciani e Alberto. O homem foi preso em Gravataí, no Rio Grande do Sul, junto com a companheira, em uma tentativa de fuga após a morte de Luciani.

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O que falta para que os crimes sejam relacionados?

Segundo a Polícia, apesar ainda faltam outros indícios para que as mortes de Alberto e de Luciani sejam relacionadas. A investigação sobre a morte da corretora gaúcha ainda não foi concluída e continua sendo conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, com o caso sendo investigado como latrocínio.

Quem era Luciani?