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Feminicídio

Suspeito de matar mulher trans em motel de Florianópolis vai a júri popular

Transgênero foi encontrada morta dentro do porta-malas de um carro em fevereiro de 2020

18/03/2021 - 15h07 - Atualizada em: 18/03/2021 - 15h08

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Redação
Por Redação DC
Segundo a polícia, o homem tinha um relacionamento amoroso com a vítima, mas a menosprezava por conta da sua transgenia
Segundo a polícia, o homem tinha um relacionamento amoroso com a vítima, mas a menosprezava por conta da sua transgenia
(Foto: )

O homem suspeito de matar uma mulher trans em um motel de Florianópolis vai a júri popular por feminicídio, após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A transgênero foi encontrada morta dentro do porta-malas de um carro no Campeche, Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, em fevereiro de 2020. 

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Segundo a polícia, o homem tinha um relacionamento amoroso com a vítima, mas a menosprezava por conta da sua transgenia. No dia 6 de fevereiro, teria levado a vítima ao motel com o pretexto de manterem um encontro íntimo. Lá, supostamente ele a asfixiou até a morte.  

Ainda segundo a polícia, o homem escondeu o corpo no porta-malas do carro e tentou sair do local sem levantar suspeitas, mas foi surpreendido pelos policiais e preso em flagrante. 

Para o Promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello, o homicídio teria sido qualificado por ter sido cometido por meio cruel e sem possibilidade de defesa pela vítima. Além disso, pesa a qualificadora de se tratar de um feminicídio. Segundo o MPSC, há indícios suficientes da ocorrência de crime contra a vida para levar o julgamento à júri popular.   

Vítima foi tratada como homem em relatório da PM 

O relatório da Polícia Militar publicado no dia 7 de fevereiro, divulgou um crime de homicídio em Florianópolis, que tinha como vítima "um homem de 20 anos". Alguns dias depois, no entanto, a Polícia Civil esclareceu os fatos e informou se tratar de uma mulher trans.  

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A defesa do réu, pediu a desqualificação do feminicídio por a vítima ser do sexo masculino. Porém, de acordo com a decisão da Justiça, mesmo que não tenha realizado cirurgia de redesignação sexual, ela era reconhecida socialmente como mulher. Levando em consideração que casos similares foram reconhecidos como feminicídio, o réu será julgado por esse crime. 

Conforme o MPSC, ainda não há data definida para o julgamento do caso.

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