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Três casos suspeitos de mucormicose, o fungo negro, são investigados em SC

Infectologista explica que não há preocupação com proliferação do fungo; os casos no Estado foram notificados entre os dias 29 de maio e 08 de junho

09/06/2021 - 14h58 - Atualizada em: 09/06/2021 - 15h26

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Diane
Por Diane Bikel
mucormicose, fungo negro
Fungo Negro acomete pessoas com imunidade baixa
(Foto: )

Três casos suspeitos de mucormicose, também conhecido como Fungo Negro, infecção fúngica grave, estão sendo investigados em Santa Catarina. A informação foi confirmada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive/SC) e, segundo o órgão, a comprovação dos casos pode demorar até 60 dias para sair. A existência do fungo foi notificada pelos municípios de Joinville, Chapecó e Jaraguá do Sul.

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Joinville, no Norte do Estado, foi quem notificou o primeiro caso suspeito, no dia 29 de maio, seguido de Chapecó, no dia 30 do mesmo mês. Jaraguá do Sul fez a última notificação até então, nesta terça-feira (8).

Segundo a infectologista da Dive, Ana Paula Pietrowski Bertuol, a doença não é transmitida de pessoa para pessoa.

- O fungo já existe no ambiente, principalmente onde há decomposição de matéria orgânica. Estamos propícios a pegar, porém a doença acomete pessoas com imunidade muito baixa. O que está acontecendo agora é que estamos em um momento pandêmico, onde muita gente está em estado grave na UTI e consequentemente, com a imunidade baixa assim que sai do hospital - explica.

O fungo, segundo a infectologista, passa a ser grave e raro a partir do momento em que se manifesta no corpo do paciente e nestes casos, pode acometer mais de 50% dos pacientes a morte.

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Sobre uma possível infecção em massa, Ana diz que não há preocupação.

- Isso está acontecendo por conta da pandemia, eu acredito. Para controle da doença, devemos evitar a exposição da Covid-19, que é o que diminui a imunidade dos pacientes. Então, precisamos vacinar o quanto antes. Na Índia, onde há um número maior de casos, é uma soma de fatores, além da pandemia, o país é escasso de saneamento básico - completou.

*Sob supervisão de Vinícius Dias

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