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Urna eletrônica no Brasil: conheça a história e como funciona a segurança do equipamento

06/11/2020 - 13h20 - Atualizada em: 06/11/2020 - 19h17

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Por Ben Ami Scopinho
Conheça a história e a segurança da urna eletrônica no Brasil
Conheça a história e a segurança da urna eletrônica no Brasil
(Foto: )

A urna eletrônica costuma ser um dos assuntos principais nas eleições. Mesmo sendo alvo de fake news e teorias da conspiração, o equipamento se sustenta há décadas como um aliado para garantir um processo eleitoral ágil e seguro. Conheça a história da urna e como funciona a segurança dela.

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A origem do equipamento tem DNA catarinense. Foi em 1989, em Brusque, que a votação eletrônica foi testada pela primeira vez no país. Três décadas depois, o sistema mais ágil do mundo dá sinais de avanço.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já anunciou que vai comprar até 180 mil novas urnas eletrônicas para as eleições de 2022 e ainda busca parcerias para desenvolver uma nova modalidade de voto: pelo celular.

Conheça a história e a evolução da urna eletrônica no Brasil:

EVOLUÇÃO DAS URNAS EM SC
A preocupação com os sistemas de segurança das urnas, de forma a garantir a inviolabilidade do voto, surgiu antes mesmo da criação da Justiça Eleitoral no Brasil.
1937: URNA DE MADEIRA
Em função da abundância de madeira, Santa Catarina optou por este tipo de produção.
Lacres de cera
sobre as faixas.
Trancado à chave.
Eram vedadas com papel ou tecido, rubricados pelo presidente da mesa e, se assim o quisessem, também pelos candidatos e fiscais dos partidos. A impressão digital também era válida.
PORTA
1956: URNA DE LONA BRANCA
Visando substituir a urna de madeira, chegou a ser usada em algumas localidades até 1992. As três etapas do processo de lacragem eram feitas em cerimônias públicas.
A fenda (interna) para depósito das células recebia selos rubricados pelo Juiz eleitoral. Sobre a fenda era colocado um cadeado.
Grandes feixes de zíper interno e externo
Lacre com arame e selo de chumbo com a inscrição TRE
1965: URNA DE LONA MARROM
Eram mais práticas e econômicas do que a versão anterior. Foram concebidas para substituir as urnas com zíper danificadas, mas acabaram sendo adotadas como padrão.
Aberta, a lona se desdobra para a inserção das cédulas
Fechada, a urna era mais fácil de ser transportada
Tampa
As fendas eram lacradas com selos de papel, rubricados pelo juiz eleitoral em audiência pública
LONA
1995: URNA EXPERIMENTAL
O TRE-SC fez a primeira eleição municipal totalmente informatizada da América Latina, em Xaxim. O protótipo foi semelhante ao utilizado em Brusque, desde 1989. Eram dois módulos, um para o mesário e o outro para o eleitor.
Teclas visíveis com as informações para o eleitor
Os dados eram armazenados pela memória do computador e em disquetes flexíveis
Uma cobertura plástica, com orifícios específicos, era colocada sobre o teclado comum. Sob a tampa, as demais teclas eram removidas.
1996: URNA ELETRÔNICA
Desde a instituição da votação digital, a urna eletrônica teve poucas alterações no layout ou adaptações, a principal foi a adoção da biometria.
Terminal do mesário identifica o eleitor e o autoriza a votar. Hoje tem dispositivo para ler impressão digital.
Tela de
cristal líquido
Teclado numérico
Entrada para leitura de cartão magnético, que não chegou a ser utilizada
Terminal do eleitor
Modelo físico da urna é fechado e não permite acesso à memória
Teclado para o registro do voto
Mais de 30 itens de segurança, com criptografia de dados e chaves de segurança em todas as fases do processo de votação
INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total
DESENVOLVIMENTO WEB: MAIARA SANTOS

A urna eletrônica está consolidada no Brasil, mas ainda recebe ataques. O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende implantar um 'sistema eleitoral confiável' nas eleições de 2022 para substituir o voto eletrônico.

As declarações de Bolsonaro ocorreram a 10 dias das eleições municipais brasileiras e em meio às eleições presidenciais nos EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito acusações no Twitter de que seria vítima de uma fraude na apuração do pleito em seu país, embora não haja nenhuma prova de irregularidade.

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O processo eleitoral nos EUA não é digitalizado, nem termina com a agilidade em que a apuração é feita aqui. Em relação às especulações sobre a confiabilidade nas eleições brasileiras, o TSE tem reiterado a segurança das urnas e rebatido suspeitas falsas levantadas por meio de fontes duvidosas.

Entenda o processo para garantir a segurança da urna eletrônica no Brasil:

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