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Investigação

"Vamos parar com esse negócio de cloroquina", reclama o senador Jorginho Mello na CPI da Covid

Parlamentar catarinense pediu para que senadores parassem de focar as perguntas no presidente Jair Bolsonaro

20/05/2021 - 11h28 - Atualizada em: 20/05/2021 - 11h31

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Maria Eduarda
Por Maria Eduarda Dalponte
Senador Jorginho Mello questiona Pazuello na CPI da Covid
Senador Jorginho Mello questiona Pazuello na CPI da Covid
(Foto: )

O senador catarinense Jorginho Mello (PL) teve uma participação tímida durante o segundo dia de depoimento do ex-ministro da Saúde, Pazuello, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesta quinta-feira (20).

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O parlamentar falou que a Comissão está há três semanas "batendo em um só sentido" e que é necessário olhar para todos os pontos a serem discutidos e não focar apenas no presidente Jair Bolsonaro.

— Se fala muito em condenar o presidente diariamente. [...] Deixa que os médicos decidam sobre a cloroquina. Vamos parar com esse negócio da cloroquina, porque senão vai virar música — reclamou Jorginho.

A grande preocupação do político catarinense foi com o dinheiro do governo federal. Ele questionou o ex-ministro sobre a destinação da verba da pasta aos estados e municípios em 2020 e 2021.

— Tem duas maneiras muito claras que nós transferimos recursos para os estados e municipios: o fundo a fundo e a entrega de bens que são adquiridos no Ministério — explicou Pazuello.

Segundo o ex-ministro foram repassados aos estados um valor de R$ 79 bilhões previstos em lei destinados à rotina do SUS e R$ 33 bilhões do orçamento de guerra em 2020.

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O presidente da CPI, Omar Aziz (PSB-AM), falou que posteriormente a Comissão irá investigar se os recursos foram aplicados para combate da pandemia ou se foram transferidos para as outras áreas nos estados e municípios.

Além de questionar sobre o orçamento do Ministério, Jorginho Mellho perguntou sobre a argumentação do governador do Amazanos que fez o governo federal demorar para intervir. O ex-ministro não soube responder mas disse que, em tese, o chefe do Executivo informou que o estado tinha condições de continuar fazendo a resposta.

Sem mais questionamentos, Jorginho Mello preferiu por encerrar sua participação e não questionar sobre vacinas, medicamentos ou medidas de restrição.

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