Abertura de holding é opção para locador pagar menos impostos, orienta a Ibagy

Com a reforma tributária, a partir de 2026 um grupo de pessoas que tem renda de aluguel de imóveis pode pagar menos impostos se abrir uma empresa holding. A Imobiliária Ibagy fez evento para apresentar essa alternativa

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Evento teve como palestrantes o economista João Victor da Silva (E), o advogado Rodrigo Dias, os diretores da Ibagy Manuella e Leandro, e o contador José Carlos da Silva (Foto: Divulgação)

A reforma tributária começou a entrar em vigor parcialmente neste ano de 2026 e alguns grupos de contribuintes já podem ter uma carga tributária maior. É o caso de pessoas físicas que alugam mais de três imóveis e com essa atividade têm uma renda anual acima de R$ 240 mil. A imobiliária Ibagy, de Florianópolis, está orientando seus clientes com esse perfil, informando que eles podem abrir uma holding para pagar menos impostos. A Ibagy fez um evento nesta segunda-feira (23) com esse objetivo e lotou o auditório do K-Platz, em São José.

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O empresário Leandro Ibagy e a sua filha e diretora da empresa, Manuella Ibagy, receberam para palestras o advogado tributarista Rodrigo Dias, do escritório VBD Advogados, e São Paulo, o contador José Carlos Silva e o economista João Victor da Silva, da Orsitec Assessoria Contábil, de Florianópolis. De acordo com Manuella, o evento superou as expectativas.

Veja mais imagens do evento da Imobiliária Ibagy:

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– O evento foi uma oportunidade de a Ibagy mostrar o quanto ela preza seus clientes. Fizemos um evento para apresentar a eles estratégias frente à reforma tributária, principalmente para pessoas físicas que em alguns aspectos podem ser impactadas ao serem equiparadas com contribuintes pessoas jurídicas e, assim, terem uma tributação maior – explicou a diretora da Ibagy.

A imobiliária Ibagy, que é uma das mais renomadas e maiores da Região Sul, alertou clientes e outros convidados que com a reforma, pessoas físicas com receita de aluguel acima de R$ 240 mil passarão de uma tributação de imposto de renda de 27,5% para até 35,9%. Isso porque o aluguel passará a ser considerado um serviço de locação e terá incidência dos novos impostos da reforma tributária, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

O contribuinte poderá pagar menos criando uma holding, que é uma empresa com característica específica e pode ser opção nesse caso. Então, a carga tributária dessa empresa para locadores tem uma redução para percentuais entre 13,8% e 23,5%.

– Boa parte da discussão que tivemos foi sobre a constituição de uma holding patrimonial, que seria mais eficiente do ponto de vista tributário, porque a pessoa acaba tendo uma alíquota menor na distribuição de lucros do que o imposto de renda pessoa física – observou o economista João Victor da Silva.

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De acordo com o economista, é preciso ter uma avaliação caso a caso porque existe o custo de constituição da holding, tem a discussão sobre o pagamento de ITBI (que está em avaliação no Supremo Tribunal Federal), mais o custo de manutenção da empresa e a necessidade de a pessoa administrá-la profissionalmente. Holding é uma empresa que tem regras específicas de gestão que precisam ser cumpridas.

– A holding pode ser individual ou com mais pessoas, o que melhora também a governança da família. Oferece vantagens do ponto de vista sucessório, no caso de doações ou até mesmo no inventário é possível transferir cotas ao invés de ter discussões sobre diversos ativos de uma pessoa. Traz mais organização e até mais harmonia familiar – observa o economista.

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Manuella Ibagy chamou a atenção também para o fato de que a reforma tributária vai exigir maior formalização do mercado de locações de imóveis. Com mais cruzamento de dados pelo fisco, ficará mais difícil ter renda de locação direta, sem contrato, o que ainda ocorre muito no Brasil. A formalização dará mais tranquilidade para locadores e locatários.

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